BUSCANDO RESPOSTAS

Maria de Lourdes

BUSCANDO RESPOSTAS

Entender o Universo e poder conhecer tudo que nele existe, é uma das grandes aspirações da humanidade. Afinal, quem não deseja sentir-se totalmente à vontade na casa que habita? Mas, o Universo é muito mais do que a moradia temporária que ocupamos neste Planeta terra. É a somatória de tudo sem submeter-se a temporalidade de passado, presente ou futuro.

Somos parte deste Universo ainda tão desconhecido e desde remotas eras a humanidade busca obter esclarecimentos mais amplos a respeito desta casa imensa criada por Deus.

Muito temos que agradecer aos filósofos e homens de ciência que se emprenham no estudo sério, buscando respostas que satisfaçam a alma sedenta de saber. Valendo-se do trabalho destes pesquisadores missionários, a sociedade humana vai-se inteirando de muitas questões que fazem parte da vida como um todo. Ao longo do tempo, o homem tem-se empenhado em penetrar o desconhecido tentando conhecer mais a respeito de tudo que o cerca.

O mundo em que vivemos comporta um maravilhoso acervo de informações que muito lentamente vamos consultando e, posteriormente, confirmando com o próprio existir. Cada indagação é uma ânsia pelo desenvolvimento e pelo desejo de conhecer os meandros da vida. Ainda brincamos de quebra-cabeça, mas as peças vão pouco a pouco se encaixando no tabuleiro da vida com mais facilidade.

A humanidade costuma usar marcos como pontos determinantes de certas ações e a passagem para um novo milênio parece estar influenciando e motivando as pessoas sobre questões a respeito da espiritualidade. Muitos estão buscando Deus e derrubando as fronteiras entre o aqui e o além e desta forma aceitando a população orbital da Terra.

Vemos também que fora do movimento espírita, muitas diretrizes contidas na Doutrina, estão despertando atenção, embora as pessoas desconheçam o espiritismo. Estes acontecimentos podem ser entendidos como decorrência natural da evolução humana, que vem ao longo das existências desenvolvendo a percepção e ativando a sensibilidade, condições intrínsecas do espírito. Percorrer os caminhos da vida com entusiasmo e dedicar atenção às coisas criadas por Deus é uma aventura fascinante que enriquece qualquer ser humano.

Voltando ao título deste artigo, gostaríamos de lembrar de alguns espíritos de escol passaram pela Terra e trabalharam o processo da inquirição buscando soluções para as incógnitas que a pesquisa lhes apresentava. Podemos citar Sócrates, Platão, Santo Agostinho e tantos outros.

E, de modo especial temos de nos referir a Jesus, o engenheiro sideral de nosso Planeta e exemplo maior de perfeição, que se dirigia ao povo inquirindo e motivando as pessoas a se manifestarem.
Também no campo da ciência vamos encontrar estudiosos que se dão ao trabalho de repensar a questão da espiritualidade mesmo considerando alguns limites próprios do estudo científico.

Recentemente, no jornal “Folha de São Paulo”, lemos o artigo do físico brasileiro Marcelo Gleiser intitulado “Ciência e Espiritualidade no Final do Milênio”. Chama a atenção a maneira como o assunto é tratado, mostrando que ciência e espiritualidade não são antagônicas, mas se completam.

O Plano Superior sempre enviou à Terra espíritos esclarecidos que aqui chegando, dedicarem-se à pesquisa mais profunda, buscando encontrar explicações sobre a natureza do mundo que nos envolve. Podemos recordar o gigante da Física, Isaac Newton que nos legou a base conceitual da estrutura mecânica do Universo. Embora as conclusões oferecidas por Newton sejam de pura racionalidade, ele via o Universo como manifestação do poder Divino e todo seu trabalho era realizado debaixo de uma grande fé na espiritualidade.

Lembramos também o grande Físico do nosso século, Albert Einstein, que afirmou: “A ciência sem a religião é manca e a Religião sem a ciência é cega.” Kardec também se ocupou deste duplo assunto e nos ofereceu o marginal escrito contido no capítulo I de O Evangelho Segundo o Espiritismo, sob o título “Aliança da Ciência com a Religião”. O quadro que o mestre lionês desenha com palavras esclarecedoras, é o mesmo que hoje vemos em setores em que o estudo é sério e sem preconceitos. Trata-se de um sincretismo entre ciência e espiritualidade, questões estas que têm uma origem comum e buscam a mesma verdade por caminhos diferentes.

A humanidade está mais amadurecida e aos poucos vai deixando de lado os dogmas impositivos das seitas religiosas, passando para uma linha de raciocínio lógico em busca das questões transcendentes. O caminho prenunciado por Kardec está se confirmando aos poucos, mostrando que, “Tudo na Natureza se encadeia, tudo se harmoniza, através de leis gerais que jamais se afastam da sabedoria do Criador” (O Livro dos Espíritos).

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