AULA 26_ MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS

Bons Estudos

Expositor Arnaldo

Material Complementar

Conteúdo da Aula

Parábola da Festa de Núpcias Baseado no Evangelho de Mateus, no capítulo XVIII de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, é feito uma dissertação sobre o título “Muitos os chamados e poucos os escolhidos”, que avalia uma das parábolas de Jesus sobre o tema.

Na parábola da festa de núpcias, Jesus nos conta estória de um rei que celebrava o casamento de seus filhos e enviando os seus servos a chamar os convidados para um grande banquete; esses convidados, porém, recusaram o convite, e alguns, ainda pior zombaram dos servos enviados pelo rei e os mataram.
O rei, então, destruiu aquela cidade, e solicitou aos seus servos que convidassem a todas as pessoas que viessem para o banquete, e muitos vieram.

Porém, já à mesa, o rei viu que alguns dos convidados não estavam com as vestes adequadas, e mandou atirá-los as trevas: pois, “muitos os chamados e poucos os escolhidos”.

Para entender melhor a parábola, vamos ver a significação dos personagens.

O rei simboliza o próprio Deus, a festa simboliza o Reino dos Céus, onde tudo é alegria e felicidade, os servos são os profetas enviados para a divulgação do mundo espiritual, mas foram desprezados e ignorados.

Os convidados que não atendem o convite, pois precisam cuidar de seus negócios, são aquelas pessoas que são indiferentes às coisas espirituais, preferem cuidar das coisas materiais.

Ampliando a nossa compreensão neste chamamento, vamos dividir a orientação em duas partes: os chamados e os escolhidos.

Os chamados são os que receberam o chamamento divino para aquisição de conhecimento que lhe permite ser melhor, pelo desenvolvimento do amor ao próximo.

Nesta situação, inicialmente estariam os judeus, o primeiro povo de toda a humanidade a ser publicamente monoteísta, sendo esses os primeiros a serem convidados por Deus: foi a eles que Deus transmitiu seus ensinamentos, através de Moisés e Jesus.

Posteriormente, estariam os outros povos, mas que muitos não estavam apropriadamente vestidos para as núpcias, ou seja, não queriam assimilar os valores espirituais.

Esses ensinamentos, porém, foram esquecidos em nome do orgulho, vaidade e corrupção; como consequência veio o fanatismo que resultou na distorção dos valores espirituais.

Já os escolhidos são aqueles que através do seu livre-arbítrio acolhem e aceitam os conhecimentos, pautando a vida sob os princípios da orientação de Jesus.

Desta forma, se o mundo ainda está envolvido em violência, sem o amor fraternal pregado por Jesus, é porque os homens ainda estão surdos ao chamado, e ainda a grande maioria não se fez escolhidos.

A parábola nos direciona a ideia de que não basta comparecer ao banquete, esperando receber as bênçãos divinas sem esforços; é preciso vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração, deixando as nossas inclinações inferiores e nos esforçando por nossa mudança de valores morais, nos sintonizando com os princípios disseminados por Jesus.

Ele nos convida em outra passagem, “entrai pela porta estreita”, mostrando que a porta da salvação é estreita, poucos conseguem passar, pois para isso devem fazer grandes esforços e vencer suas más tendências, enquanto que a porta de perdição é larga e muitos nela entram, pois a maioria prefere o caminho mais fácil, não combatendo suas paixões, vícios e mau comportamento.

Apenas aceitar Jesus como Senhor e mestre não é suficiente. Apenas atos exteriores de devoção não bastam, é preciso combater o orgulho, o egoísmo e a cupidez sempre, sendo sempre caridosos e indulgentes com nossos semelhantes.

O espiritismo esclarece muitos ensinamentos que Jesus, isso traz para nós espíritas, uma responsabilidade maior, pois muito será pedido para quem muito recebeu.

Em compensação, para aqueles que aproveitarem os ensinamentos, muito será dado. E como saber se estamos aproveitando ou não os ensinamentos de Jesus? Estamos ou não colocando-o sem prática? Este mesmo capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo nos dá a resposta: “reconhece-se o cristão por suas obras”.

Devemos exercer a caridade sempre. Quando possível a caridade material sempre é um alento àquele que está com dificuldades, mas podemos também exercer a caridade de muitas outras formas, sendo pacientes, orientando, visitando aqueles que sofrem e se encontram esquecidos, etc.

Somos chamados a todo o momento, através de sucessivas reencarnações. Devemos utilizar o nosso livre-arbítrio com sabedoria para direcionar a nossa vida para os valores que Jesus nos coloca, a fim de que possamos nos tornar também os escolhidos.

BIBLIOGRAFIA
Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XVIII.

logo.png