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| O
QUE É |
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O passe é uma transfusão
de fluidos de um ser para outro. Emmanuel o define como
uma "transfusão de energias fisio-psíquicas".
Beneficia a quem o recebe, porque oferece novo contingente
de fluidos já existentes.Emmanuel o considera "equilibrante
ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos"
e compara sua ação a do antibiótico
e à assepsia, que servem ao corpo, frustrando instalação
de doenças.
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| SEU
MECANISMO |
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Constantemente, estamos irradiando e recebendo
fluidos do meio que habitamos e dos seres (encarnados ou
não) com que convivemos, numa transmissão
natural e automática.O passe, porém, é
uma transfusão feita com intenção e
propósito. Quem aplica, atua deliberadamente.Para
que o passe alcance o melhor resultado, é necessário:1)
que o passista use o pensamento e a vontade, a fim de captar
os fluido, emiti-los e fazê-los convergir para o assistido;2)
que haja um clima de confiança entre o socorrista
e o assistido, a fim de se formar um elo de força
entre eles, pelo qual "verte o auxílio da Esfera
Superior, na medida dos créditos de um e de outro";3)
que o assistido esteja receptivo, para que sua mente adira
à idéia de trabalho restaurativo e comece
a sugeri-lo a todas as células do corpo físico;
então irá assimilando os recursos vitais que
estiver recebendo e o reterá na própria constituição
fisiopsicossomática.
(Cap. XXII, Mediunidade Curativa, do livro "Mecanismos
da Mediunidade", de André Luiz).
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| O
PASSE AO LONGO DA HISTÓRIA |
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O passe não surgiu com o Espiritismo,
não é uma criação da Doutrina
Espírita.Esse meio de socorrer os enfermos do corpo
e da lama já era conhecido e empregado na Antiguidade.Jesus
o utilizou, "impondo as mãos" sobre os
enfermos e os perturbados espiritualmente, para beneficiá-los.
E ensinou essa prática aos seus discípulos
e apóstolos, que também a empregaram, largamente,
como vemos em "Atos dos Apóstolos".Ao longo
dos tempos, o passe continuou a ser usado, sob várias
denominações e formas, em todo o mundo, ligado
ou não a práticas religiosas.No século
anterior a Kardec, tudo o que então se conhecia sobre
fluidos e como empregá-los estava consubstanciado
no Magnetismo, de que o médico austríaco Franz
Anton Mesmer foi o grande expoente, beneficiando muitos
enfermos. Mas havia, ainda, muita ignorância sobre
o que fossem os fluidos e a forma de sua trans -missão.A
codificação da Doutrina dos Espíritos,
por Allan Kardec, permitiu entendermos melhor o processo
pelo qual o ser humano influencia e é influenciado
fluidicamente, tanto no plano material como no espiritual.Na
atualidade, o passe continua a ser empregado por outras
religiões, que o apresentam sob nomes e aparências
diversas (benção, unção, johrei,
benzedura). Pessoas sem qualquer relação com
movimentos religiosos também o empregam.
É no meio espírita, porém, que o passe
é mais bem compreendido, mais largamente difundido
e utilizado. Nele, o passe que Jesus ensinou e exemplificou
veio a se tornar uma das principais práticas de ação
fluídica. Nada mais natural, pois o Espiritismo é
a revivescência do puro Cristianismo. |
| TIPOS
DE PASSE |
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Quanto ao seu agente o passe pode ser
classificado em:
1) MAGNÉTICO - Quando ministrado somente com os
recursos fluídicos do próprio passista (magnetismo
humano).
2) ESPIRITUAL - Quando ministrado pelos Espíritos
unicamente com seus próprios fluidos (magnetismo
espiritual), sem o concurso de intermediário (passista).Os
Espíritos agem com observância da sintonia
e considerando os méritos ou necessidades do assistido,
que, às vezes, nem percebe ter sido beneficiado.Para
receber um passe espiritual basta orar e colocar-se em estado
receptivo.
3) HUMANO - ESPIRITUAL - Quando os Espíritos combinam
seus fluidos com os do passista, dando-lhes características
especiais."O fluido humano está sempre mais
ou menos impregnado de impurezas físicas e morais
do encarnado; o dos bons Espíritos é necessariamente
mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas,
que acarretam um fortalecimento mais pronto" . (Revista
Espírita Set/1865 - "Da Mediunidade Curadora")
O concurso dos Espíritos poderá ser espontâneo
ou provocado pelo passista, com uma prece ou simplesmente
num propósito (que equivale a um apelo íntimo).
Essa assistência espiritual é sempre desejável.
4) MEDIÚNICO - Quando os Espíritos atuam através
de um encarnado mediunizado.O fluido dos bons Espíritos
"Passando através do encarnado, pode alterar-se
um pouco" (como água límpida passando
por um vaso impuro) "Daí, para todo verdadeiro
médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar
a sua depuração". (Revista Espírita,
set/1865 "Da Mediunidade Curadora").
Haverá ocasiões em que seja bom e mesmo
necessário o passista atuar inteiramente mediunizado.Mas,
NOS SERVIÇOS COMUNS DO PASSE NUM CENTRO, ISSO NÃO
É ACONSELHÁVEL, porque:* Nem sempre o assistido
está preparado para presenciar manifestações
mediúnicas e poderá se impressionar mal, mesmo
sem que o comunicante chegue a falar qualquer palavra.*
Poderá causar uma diferenciação entre
os passistas que não se justifica e é indesejável.
O passe não é o momento adequado para as manifestações
mediúnicas. Quem é médium, além
de passista, tem as reuniões apropriadas para dar
passividade aos espíritos comunicantes. "Interromper
as manifestações mediúnicas no horário
de transmissão do passe curativo. Disciplina é
a alma da eficiência". (André Luiz).
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| CENTROS
DE FORÇA |
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Centros de força são acumuladores
de energia e distribuidores de energia.
Estão localizados no perispírito e são
os receptores dos fluídos dirigidos pelo passe.
O perispírito interage de forma profunda com o corpo
físico e por isso as energias transmitidas pelo passe
e recebidas inicialmente pelos centros de força,
atingem o corpo carnal através dos plexos, proporcionando
a renovação das células enfermas.Os
centros de força vibram todos em sintonia uns com
os outros, mas cada qual possui também sua função
específica.
Função dos centros de força:
Centro Coronário
Este centro deve ser considerado o mais significativo em
razão de seu alto potencial de radiações,
uma vez que nele se assenta a ligação com
a mente que é sede da nossa consciência.Assimila
as energias recebidas do plano superior e supervisiona os
outros centros que lhe obedecem ao comando.Desta forma orienta
e disciplina todo o trabalho a ser realizado pelos demais
centros
.Centro Frontal
Tem atividade muito abrangente. Atua sobre as glândulas
endócrinas, sobre o sistema nervoso e comanda as
percepções que correspondem à visão,
a audição e ao tato.
Centro Laríngeo
Controla as atividades vocais, do timo, da tiróide
e das paratireóides, controlando totalmente a respiração
e a fonação.
Centro Cardíaco
Sustenta os serviços da emoção e do
equilíbrio geral, dirigindo a emotividade e a circulação
das forças de base. É o responsável
por todo o aparelho circulatório.
Centro Esplênico
Sediado na região do baço regula a circulação
adequada de forças vitais, o sistema hemático
e a variação do volume sanguíneo.
Centro Solar ou Gástrico
É o responsável pela digestão e absorção
dos alimentos sólidos e fluidos Que penetram a nossa
organização.
Centro Genésico
Orientador da função exercida pelo sexo atende
à modelagem de novas formas entre os homens e também
desenvolve estímulos criadores, visando à
realização de trabalhos fraternos entre as
criaturas. |
| O
PASSISTA |
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QUEM PODE APLICAR PASSES?
Em princípio, qualquer pessoa saudável
e de boa vontade em auxiliar pode aplicar passes.Não
lhe faltará ajuda espiritual, porque, na falta de
elemento mais eficiente, os espíritos utilizam toda
aquele que, tendo saúde e razoável equilíbrio,
se dispuser ao passe.Mas, para servir bem neste campo, de
modo mais efetivo, é preciso que se cultive e mantenha
algumas condições básicas, a saber:
1) FISICAMENTE - ter saúde e boa disposição.É
indispensável que o passista cuide do físico,
porque no passe há contribuição magnética
pessoal, e do seu estado de saúde dependerão:
a quantidade e qualidade dos fluidos que doará.
Devem abster-se de dar passes às pessoas com doenças
graves, infecciosas, debilitantes, pois não está
em condições de doar fluidos e os que estão
enfermiços. Mas não são impedimentos
para que se aplique passes as indisposições
ligeiras ou estados crônicos não debilitantes
nem contagiosos (Ex. dor de cabeça,bronquite, alergia).
Os cuidados do passista com o físico visarão
principalmente:
* Higiene, para assegurar a própria saúde
e a dos assistidos;
* Alimentação, que será sem excessos,
adequada ao organismo, com alimentos que ofereçam
maior concentração energética;·
Abolir vícios, tais como o álcool, fumo, tóxicos,
pois prejudicam o rendimento do passista, impregnam maleficamente
os fluidos e servem de atração aos maus espíritos;
* Evitar atividades esgotantes e excessos desnecessários
a fim de manter suas reservas de energia vital em condições
de servir.
2) Espiritualmente - cultivar as virtudes e manter conduta
cristã.É indispensável que o passista
se cuide espiritualmente, para que produza fluídos
bons e não altere prejudicialmente os que recebem
dos bons Espíritos.Os cuidados do passista, quanto
ao espírito, visarão, principalmente:
* O sentimento fraterno, o sincero desejo de ajudar ao
próximo;
* A fé, em si mesmo, na ajuda e poder divinos,
na possibilidade de beneficiar com o passe;
* A reforma íntima, buscando sempre se aperfeiçoar
moralmente* O equilíbrio emocional, para não
se desgastar nem perturbar por mágoas excessivas,
paixões, ressentimentos, inquietudes, temores, nervosismo...
* Abster-se de aplicar passes, quando em desequilíbrio
espiritual acentuado. Entretanto, não impedem que
apliquemos passes àquelas alterações
de ânimo que são comuns aos problemas e aflições
da vida, porque isso tudo nos cumpre superar na oração
e no desejo de servir;
* A perseverança no trabalho, para que os amigos
espirituais possam confiar e contar com a pessoa para a
tarefa.Procure o passista manter conduta cristã sempre,
porque a necessidade de aplicar passe em alguém pode
surgir a qualquer momento e deverá estar preparado.
3) Intelectualmente: ter conhecimentos específicos
sobre o passe.
Portanto, não ficar só aguardando que lhe
surja a qualidade de passista, como se ela fosse um acontecimento
miraculoso e não um serviço do bem, que pede
do candidato o esforço voluntário e laborioso
do começo.Convém procurar conhecer com o que
está lidando e para quê e também para
poder oferecer maiores condições ao espírito
magnetizador que quiser nos assistir, inclusive recebendo
melhor as sugestões.
É aconselhável aos passistas fazer estudos
relacionados aos passes, curas e radiações
espirituais, inclusive sobre centros de força, a
técnica de aplicação do passe, preparo
do ambiente e do assistido.Ausência de estudo significa
estagnação, em qualquer setor de trabalho.
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| PREPARANDO
- SE PARA O PASSE |
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Para o melhor resultado da emissão
e recepção dos fluidos, passita e receptor
precisam estar convenientemente preparados.
O Preparo do receptor
Pelo seu estado mental e emotivo. o receptor enfermo ou
sofredor poderá ter, em relação ao
passe, um estado receptivo, repulsivo ou neutro.O ideal
é que esteja receptivo, pois o passe será
tanto mais eficiente quanto mais intensa a adesão
da vontade do paciente ao influxo recebido.
Por isso, o passista, antes de aplicar o passe, deve procurar
estabelecer com o receptor a simpatia possível, animando-o
e interessando-o nas coisas espirituais.
Orientará, em síntese, sobre o seguinte:
- os fluidos existem e as leis divinas permitem que trabalhemos
com eles para aliviar e curar os nossos males;
- é preciso ter fé, não como mera
atitude mística, mas sim como força atrativa
e fixadora das energias benéficas ;fé + recolhimento
+ respeito = receptividade; ironia + descrença +
dureza de coração = refratariedade
- deve orar, silenciosamente, enquanto recebe o passe,
para acolher e assimilar bem as energias que lhe forem transmitidas;
- o passe sempre beneficia, mas o grau dos resultados
se fará de acordo com a fé, merecimento ou
necessidade.O preparo de quem vai receber o passe é
um pouco diferente no Centro e nos Lares, no Centro, onde
são muitas as pessoas a serem assistidas, as informações
costumam ser dadas de modo coletivo e o passista não
conversa antes com o receptor.
Vide orientação nas aulas; "Passes
no Centro e fora dele".
O preparo do passista será feito através
de:
1)Concentração
Para tudo que vamos fazer, precisamos primeiro nos concentrar,
centralizar a atenção no que vamos fazer.No
caso do passe, quem o vai transmitir deve firmar o pensamento
na atividade espiritual que irá desenvolver, no bem
que deseja fazer ao assistido e no campo que pretende obter
do Mundo Maior para essa realização.
2) Oração
“A oração é prodigioso banho
de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai”.
(André Luiz, Cap.17 Serviço de Passes, "Nos
Domínios da Mediunidade") Orando, o passista
consegue:
* Expulsar do próprio mundo interior os sombrios
remanescentes da atividade comum da luta diária;
* Sorver do plano espiritual superior as substâncias
renovadoras para, depois, operar com eficiência em
favor do próximo;
* Atrair a simpatia de veneráveis magnetizadores
do plano espiritual. André Luiz, no Cap. XVII, Serviço
de Passes, em Nos Domínios da Mediunidade, mostra-nos
Clara e Henrique meditando e orando para, em seguida, aplicarem
passes nos necessitados.
Fica evidente, pois, que não há necessidade
alguma de o passista receber passe antes do trabalho a fim
de estar em condições de aplicar passes.
Isto se não houver relegado seus deveres a esfera
secundária, porque:
* A oração precipitada, com que muitos tentam
atrair vibrações salutares, no ato da assistência,
raramente consegue criar um clima psíquico no agente
ou no assistido que seja favorável ao êxito
do empreendimento;
* A simples imposição de mãos, com
o conseqüente apelo às Potências Sublimes,
não quer significar condição preponderante.
|
| A
Posição do Receptor e do Passista |
|
O receptor fica sentado por ser para ele uma posição
confortável e segura.
O passista geralmente fica de pé, para ter maior
facilidade de movimentos, durante a aplicação
do passe; mas, também poderá estar sentado.
O passista estará frente ao assistido desde o momento
em que se concentra e se aproximar dele no momento exato
da efetiva aplicação do passe.
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| OBSERVAÇÕES |
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Deve - se ou não cruzar braços
e pernas?
Wenefledo de Toledo em "Passes e Curas Espirituais",
diz que ao nos concentrarmos ou nos colocarmos em "estado
receptivo" não devemos cruzar pernas ou braços
porque isso interrompe a marcha das correntes fluídicas.
De nossa parte, porém, o que podemos dizer é
que o corpo fica mais bem acomodado e a circulação
se faz livre e perfeitamente, sem os braços e pernas
cruzados.
É preciso retirar certos objetos que o assistido
ou passista portem?
Não há necessidade de passistas ou assistidos
retirem sapatos, relógio, aliança, níqueis
ou outros objetos metálicos que tragam consigo, a
não ser que possam incomodar ou distrair a atenção
durante o trabalho (ex: pulseiras ou colares que fiquem
tilintando ou que atrapalhem os movimentos).
Também não é necessário tirar
o maço de cigarros do bolso ou da bolsa, pois o problema
não, e a presença do cigarro, mas a presença
do vício e a responsabilidade do que causa à
saúde do passista, e na impregnação
de seus fluidos e na atração das companhias
espirituais.
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| O
COMEÇO DA APLICAÇÃO DO PASSE |
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O passe, propriamente dito, começa
com o estabelecimento do contato espiritual do passista
com o receptor e a imposição das mãos.
1) O Contato Espiritual com o Receptor
Contato espiritual é o processo pelo qual o passista
estabelece ligação mental e fluídica
com o receptor, seja com este presente ou a distância.
Às vezes, isso é conseguido em poucos instantes
de concentração contínua, de outras
vezes e por causas que nem sempre podemos conhecer, leva
mais tempo.
Sinais que denunciam o contato estabelecido.Não
são obrigatórios e nem sempre se apresentam,
mas podem ser assim.
|
| NO
PASSISTA |
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Impressão física causada
pelos fluidos que começam a envolvê-lo, por
qualquer parte do corpo (pernas, braços, cabeça,
face, laterais do corpo).
Sinais materiais, como formigamento da pele, dos pés,
mãos; ondas de calor ou então palidez, por
causa de alterações na circulação
sanguínea devido a possível influenciação
dos espíritos.Nada disso, porém, se ocorrer,
causará qualquer mal efetivo a um passista bem preparado,
que sabe reagir adequadamente ao que ocorre.
NO RECEPTOR
Os mesmos sintomas podem ocorrer e ainda crises de choro
por estarem bastante emocionados com o ambiente que os recebe.O
passista deverá estar habilitado a reconhecer esses
estados e, prontamente, evitar conseqüências
desagradáveis.Desde que se aproxima do receptor para
o passe o passista começa a penetrar no ambiente
espiritual do assistido. Mas é ao impor as mãos
que esse contato perispiritual se acentua.
2) A Imposição das Mãos
É o ato de o passista colocar as mãos acima
da cabeça do assistido.Geralmente é feito
com as mãos espalmadas, dedo levemente separado uns
dos outros, sem contração muscular. É
nesse movimento e postura que os fluidos serão conduzidos
e dispensados.
O fluido vital (por ser elemento de natureza mais material
do que espiritual) circula como uma verdadeira força
nervosa por todo o nosso sistema nervoso e se escapa pelas
extremidades das mãos, especialmente.Força
de natureza eletromagnética, ele modifica o campo
vibratório do assistido, transmitindo-lhe novas energias.
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| DURANTE
A APLICAÇÃO DO PASSE |
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Enquanto aplica o passe, o passista deve
manter a seguinte disposição e atitude:
1) Intimamente
Confiança e desejo de ajudar, tudo condicionada
à vontade de Deus. Ou seja: FÉ, AMOR e HUMILDADE.
Para uma disposição íntima assim,
o "amparo divino é seguro e imediato".
Serenidade, para poder registrar, através da intuição,
a orientação espiritual para o passe que estiver
aplicando.
Mentalização de recuperação
do assistido que está sob a ação dos
mensageiros do Alto; porque receber, transmitir e fixar
energias são funções exclusivas da
mente.Substituir a curiosidade (que alguma enfermidade física
ou espiritual possa causar) pelo amor fraternal, ou não
haverá êxito.
2) Externamente a fórmula do passe não importa.
Poderá obedecer à fórmula que maior
confiança
ofereça a quem o aplica como a quem o recebe(Pergunta
99 do "O Consolador" de Emmanuel).
Mas o passe deverá sempre ser ministrado de modo
silencioso, com simplicidade e naturalidade.
(item 54, Cap. VI de "Obras Póstumas" de
Allan Kardec).
"Lembrar-se de que na aplicação do passe
não se faz preciso a gesticulação violenta,
a respiração ofegante ou o bocejo contínuo,
e de que não há necessidade de tocar o assistido.
A transmissão do passe dispensa qualquer recurso
espetacular". (André Luiz, Cap. 28 de "Conduta
Espírita").
Evitar, portanto, gestos cabalísticos, esfregar as
mãos, estalar os dedos, mímicas, tremores,
suspiros, assopros, gemidos.
Quanto ao toque no assistido, normalmente o passe espírita
é feito sem tocar o enfermo. No Centro Espírita,
especialmente, deve-se evitar tocar o assistidos, porque,
além do toque ser desnecessário, na quase
totalidade dos casos que atendemos:
_ muitos desconhecem o Espiritismo e assistidos ou acompanhantes
vêem com estranheza e suspeita o toque pessoal;
_ somos criaturas ainda imperfeitas e o toque físico
pode desviar-nos da elevação de pensamento
necessária ao passe. Portanto, prevenindo males maiores
e salvaguardando o trabalhador do passe e a casa espírita
de quaisquer prejuízos ou suspeita, recomenda-se
a aplicação do passe sem qualquer toque no
receptor.
Reflexos
Na execução de sua tarefa, o passista pode,
algumas vezes, experimentar sensações relacionadas
com o problema do assistido.
Como está imbuído do desejo de ajudar o semelhante,
é compreensível que se sintonize com ele,
a ponto de experimentar reflexos dos seus padecimentos.
Toda tarefa de assistência pede abnegação.
Mas o passista dispõe de recursos para eliminar os
reflexos e poderá abreviar tal providência,
tendo a mente voltada para a prece e a perseverança
no bem.
Nos passes em pessoas sob a atuação de espíritos
em desequilíbrio, o passista poderá registrar
reflexos negativos desde a hora em que se dispõe
a ajudar, podendo perdurar ainda depois do passe. É
compreensível que os espíritos envolvidos
na trama obsessiva, conhecendo-lhe a disposição
de colaborar, pretendam arrefecer-lhe o ânimo, afastando-o
do caminho do enfermo. Fé, perseverança no
trabalho são a melhor medida para a superação
desses obstáculos. E não nos esqueçamos
de que a proteção espiritual é constante.
Exaustão
O passista, como mero instrumento que, através
da prece, recebe para dar, não precisa "jamais
temer a exaustão das forças magnéticas"
(André Luiz, Cap. 28 de "Conduta Espírita").
Portanto, desde que haja imperiosa necessidade, o passista
poderá aplicar tantos passes quantos forem precisos,
confiante no inesgotável manancial da infinita misericórdia
de Deus.
Mas poderá sentir cansaço físico ou
mental por estar aplicando passes em muitas pessoas e por
muito tempo.
Cabe ao passista, mesmo reconhecendo ser um simples intermediário,
poupar suas reservas energéticas evitando excessos
desnecessários ou mau uso, e buscará os meios
naturais que o auxiliem na mais rápida recuperação
(oração, repouso, alimentação).
Desse modo ajudará o esforço da espiritualidade
em seu favor.
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| FINALIZANDO
O PASSE |
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Resultados do Passe
Não obstante a ajuda dos bons Espíritos,
o resultado do passe dependerá das condições
do passista e do receptor.
Tendo recebido o passe, alguns enfermos se sentem curados,
outros acusam melhoras, outros permanecem impermeáveis
ao serviço de auxílio.Classificando o resultado
do passe, daremos que ele pode ser: Benéfico, quando:
# o passista está em condições físicas
e espirituais para transmiti-lo.
# e quem recebe está receptivo.
São sempre benéficos os resultados de um
passe alicerçado na oração e na sinceridade
de propósitos.
Porém, podem parecer mais ou menos expressivos, porque
há a considerar as necessidades evolutivas e provacionais
do assistido. Às vezes, a ajuda do passe pode se
traduzir em melhor disposição mental, em confiança
e resignação. Mesmo bom, o resultado do passe
será passageiro, não se fixará em definitivo,
se a pessoa não mantiver conduta cristã aconselhável.
Maléfico, quando
:# o passista está despreparado física e
espiritualmente e emite fluídos grosseiros/perturbadores
em direção ao assistido
# o assistido, também despreparado, não
sabe ou não pode fazer frente à carga fluídica
que recebe do passista.
Não sofrerá prejuízo o assistido que:
# acionar seu próprio potencial fluídico
para repelir, neutralizar ou modificar os maus fluidos que
lhe foram endereçados
# merecer a interferência de bons Espíritos
em seu favor.
* Nulo, quando o assistido, embora receba boa ajuda do
passista, se mantém impermeável (descrença,
leviandade, aversão).Neste caso, as energias não
absorvidas pelo assistido se combinam com os fluidos ambientes
e ficam, assim, de patrimônio geral, até serem
canalizadas ou atraídas para quem lhes ofereça
receptividade.
Atitude do Passista diante bons resultados alcançados
no passe:
Qualquer que seja a sua modalidade, o passe, em última
análise, procede de Deus, sendo o passista um instrumento
de Sua vontade.
Como intermediário dessa vontade, entregue o passista
ao Plano Superior a condução do seu trabalho,
com naturalidade e humildade evitando
# "contemplar" excessivamente os bons resultados
alcançados - é porta aberta à vaidade#
falar sempre dos benefícios que tem proporcionado
com seus passes - é ostentação orgulhosa
# ficar curioso ou aflito por resultados nos passes -
semeamos o bem, mas a germinação, desenvolvimento,
flor e fruto dele pertencem a Deus.
Certo é, porém, que haverá sempre
uma recompensa natural para quem se doa no passe.
Dando, recebemos; e geralmente recebemos bem mais do que
damos, porque Deus é muito generoso.
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| PRECE
FINAL |
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Quer tenham sido amplos ou reduzidos os
resultados do passe, nele tivemos a oportunidade de servir,
em nome de Jesus, com a permissão divina e a ajuda
dos bons espíritos. Cumpre-nos, pois, agradecer numa
oração, pelo que nos foi dado realizar.
Dados Extraído do livro "Fluidos
e Passes", de Therezinha de Oliveira |
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