Casas André Luiz | Centro Espírita | Fundação | Mundo Maior | Rede Boa Nova

QUAL E PORQUE O PODER DA PRECE

Ao criar os mundos (as muitas moradas a que se referiu Jesus), Deus criou também o Fluido Universal, que banha a todo o Universo e a todos os seres através da força magnética de que é feito, e que interliga a todos os mundos...
Quando uma pedra cai na água, sua superfície vibra em esferas concêntricas; assim também o Fluido Universal vibra movido por nossas preces e pelos nossos pensamentos, com a diferença de que, enquanto as vibrações da água são limitadas, as do fluido universal estendem-se ao infinito. Por isto é que nosso pensamento, tão logo movido pela força de uma grande vontade, pode impulsionar e ajudar almas a distâncias incalculáveis, encarnadas ou não, estabelecendo uma corrente fluídica de uns para outros, pela qual os Espíritos elevados podem, por sua vez, influenciar-nos e responder das profundezas do espaço, às nossas invocações e necessidades.
Segundo Leon Denis, em seu livro “Depois da Morte”, quando nossa prece alcança esse teor de fé, passamos a ter afinidade com um potencial tamanho, que chega a ser a expressão profunda da alma para com Deus, o colóquio solitário, refúgio dos aflitos.Diálogo íntimo daquele que sofre, com “Aquele” que alivia, onde a alma expõe suas angústias, suas culpas ou daqueles por quem pede implorando socorro, apoio ou perdão”.
E é assim que seu poder se faz enorme, como um farol cujo clarão não dispensa a névoa. Nesta hora, do santuário da consciência uma voz secreta responde; a voz “Daquele” de quem provém a força para as lutas do mundo, o bálsamo para nossos desalentos e a luz para nossas dúvidas, fazendo germinar a esperança e a força interior que habita em cada um de nós.
A prece sincera tem ressonâncias no infinito, é linguagem que não precisa de formas recitadas, que muitas vezes os lábios balbuciam e o coração não acompanha. Espontânea e inspirada na necessidade de um coração, muitas vezes se expressa no pensamento, na angustia de um lamento, num simples e fervoroso olhar erguido ao céu, ou no exame de uma consciência que se expõe a Deus. Contudo...
“Não devemos esperar que a prece resolva nossos problemas, que afaste de nós as provas inerentes à existência, porque há a lei, que sendo imutável, não se dobra aos nossos caprichos, até porque, muitas vezes nem sabemos o que pedimos!”
E Denis nos afirma: “Se confiamos, como somos atendidos! Sensíveis aos sofrimentos humanos, pelos quais também passaram, os Espíritos Protetores nos trazem o conforto da proteção e a inspiração que nos mostra o melhor caminho, pois que o poder divino não é feito só de justiça, também é feito de bondade imensa e de caridade infinita”.
“Quando pedimos com fervor e confiança, pela própria energia que passa a nos envolver, ficamos
mais fortes contra a força e a tentação de nossos erros e, assim, desentupimos o canal
por onde fluirá a ajuda que nossos protetores espirituais nos possam dar.”
A prece pelos infelizes e pelos doentes tem poder porque é a caridade em sua forma mais pura. Por isso produz efeitos incríveis, e mesmo sendo contrária à lei do destino e a prova deva consumar-se, os fluidos benéficos que atrai acumulam-se e unem-se ao perispírito do beneficiado ajudando-o de alguma forma.
E mesmo que aqueles por quem pedimos estejam ausentes ou mesmo distantes, o poder da prece age sobre eles com um magnetismo que penetra os fluidos densos e obscuros que os possam envolver, amenizando as angústias e necessidades porque estiverem passando, porque a prece é a flecha que atravessa o espaço espargindo bênçãos. Nessa hora, Deus nos envia os Bons Espíritos, que os vêm ajudar, intuir e socorrer. E desse modo provações possíveis podem ser desviadas ou suavizadas.
Não nos esqueçamos, porem, que também é valida a prece que agradece, não só pelas graças alcançadas, mas quando a paz nos envolve e extasia ante um espetáculo da Natureza, como uma noite enluarada ou a beleza colorida de um amanhecer, quando, enfim, nos emocionamos ante as obras magníficas do Criador.

Doracy Mércia Azevedo Mota

Bibliografia:

Depois da Morte – Léon Denis