Cuidados
do Apego
Quando o apego que temos às coisas, principalmente
às materiais, se fazem demasiado a grande tendência
é que tenhamos de forma ainda maior, e consequentemente
mais danosa, depois que deixamos na Terra nosso vaso
corporal, ou seja, após nosso desencarne de
vez que a morte é tão somente o continuar
de uma mesma e única vida.
Os estudos da codificação, que nos deixou
Kardec, o grande codificador do espiritismo, nos mostram
de maneira clara que queiramos ou não somos
meros usufrutuários dos bens terrenos que herdamos
ou conquistamos. Na verdade, esses bens, mesmos que
conquistados através de muito esforço,
ainda assim são a nós “destinados”
para que, usufruindo deles, possamos evoluir, o que
não acontece quando o apego nos leva ao egoísmo
e a retenção dos mesmos pela posse.
Ouvindo noutro dia a Radio Boa Nova, em que muito
temos aprendido através de sua inúmera
e riquíssima programação, mais
uma vez percebemos a extensão desta grande
verdade, quando o expositor – cujo nome no momento
me falha à memória – dizia que,
quando o apego se torna demasiado o espírito
do desencarnante muitas vezes não consegue
receber e usufruir a ajuda que os amigos espirituais
lhe querem dar, porque sua ligação maior
ou energia mental está quase que totalmente
direcionada aos bens materiais que ainda julga possuir
e sob os quais acha que precisa velar para que outros,
a seu julgar, não os detonem ou deles tomem
posse.
Inadvertidamente muitos de nós nos apegamos
e damos mais valor ao que temos do que ao que somos,
ou deveríamos ser, pensando que a projeção
material e intelectual é que vai nos distinguir
e abrir para nós as portas que desejamos transpor,
quando, na verdade, embora sejam coisas válidas
e até mesmo necessárias, pelas quais
também devemos lutar, o que realmente nos eleva
na infinitude dos tempos são os nossos esforços
na busca do amor e do bem, nosso e de nosso próximo,
como nos mostram os Evangelhos quando nos elucidam
sobre a caminhada e os ensinamentos de Jesus, o Mestre
dos Mestres, que ressurgindo da morte, mais que todos
os compêndios, nos provou que a vida absolutamente
não é finita. Que a “vida”
continua após a vida. Que “NA CASA DO
PAI HÁ MUITAS MORADAS”, onde a Terra
é só mais uma, verdadeira escola onde
viemos para aprender e aprimorar nossa evolução
no preparo para OUTRAS MORADAS. Até porque,
verdadeiramente, todo e qualquer bem material que
tenhamos amealhado de nada nos valerá na outra
vida em que vamos aportar, para onde ninguém
leva títulos, dinheiro ou posição
de mando, para onde só levamos o bem que aprimoramos
inteiramente ou o mal que não quisermos ou
não conseguimos combater e que passou a fazer
parte integrante de nosso espírito.
O advento do Espiritismo, ocorrido há mais
de cento e cinqüenta anos, nos vem ensinando
através de sua vasta literatura, que devemos
abolir o caráter tétrico e mórbido
da morte e transferir, pelo estudo, na certeza de
que a vida continua, que os bens que possuímos
são transitórios e que verdadeiramente
não nos pertencem, de vez que aqui os deixamos
quando regressamos ao Verdadeiro Lar, que é
o lar da dimensão espiritual, para onde só
levamos como realidade os efeitos dos feitos que fizemos,
resultado das arestas que conseguimos aparar na oportunidade
desta encarnação.
Estes sim, são nossos verdadeiros tesouros,
construções pessoais que carregaremos
para onde quer que possamos ir à Pátria
Espiritual. Bem por isto é bom que não
nos esqueçamos de que...
“Na mala da ‘grande viagem’ leva-se
o que se é... nunca o que se tem”.
e que...
“Cada um, por retorno de seu livre arbítrio,
vive aquilo que constrói para si mesmo.”
porque...
“Deus não premia nem castiga, Ele espera
que eu revise a minha vida e... haja... dando oportunidades
que com meu livro arbítrio Uso... ou Não...
porém, as conseqüências serão
responsabilidade minhas... não Dele.”
doracy mércia de azevedo
mota
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