É muito confortável saber que temos quem nos
protege continuamente do “lado de lá”.
Amigos fiéis e devotados que nos acompanham desde a
fecundação no ventre de nossas mães e
que seguirão ao nosso lado zelando por nós ininterruptamente.
Saber disso é mais uma das maravilhas que devemos ao
trabalho sério e pesquisador de Kardec, que inquirindo
aos Espíritos venerandos sobre nossos “Anjos
– Guardiões” ou “Espíritos
Protetores”, nos trouxe preciosas informações,
que vale ler na íntegra em O Livro dos Espíritos
– item 489 a 521.
Estes protetores são Espíritos de uma ordem
um pouco mais elevada e que não nos abandonando nunca,
ficam mais afastados quando nos sentem refratários
e inclinados às sugestões de Espíritos
inferiores, voltando a interceder tão logo a isto estejamos
abertos. Essa fidelidade em que, por mercê de Deus nos
foi concedida, e que livremente aceitaram por missão,
muitas vezes penosas, nos envolve e nos acompanha de perto
onde quer que estejamos: nas prisões, nos hospitais,
nos lares, e até esmo na solidão ou lugares
menos dignos em que possamos estar. São Espíritos
bondosos, que nos estimam, e que em encarnações
anteriores foram nossos amigos ou parentes.
“... Ah! Se conhecêsseis bem essa verdade! Quanto
vos ajudaria nos momentos de crises! Quantas vezes vos salvariam
dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo, esse anjo
do bem terá que vos dizer: “Não te disse
isso? E tu não fizeste. Não te mostrei o abismo?
E tu aí te precipitaste. Não te fiz ecoar na
tua consciência a voz da verdade? E não seguistes
os conselhos da mentira? Oh! Interrogai os vossos anjos guardiões,
estabelecei entre eles e vós essa ternura íntima
que reina entre os melhores amigos. Não penseis em
lhes esconder nada, porque eles têm o olhar de Deus
e não podeis enganá-los... Procurai avançar
nesta vida e vossas provas serão mais curtas, vossas
existências, mais felizes... Não temais nos cansar
com vossas questões. Ao contrário, procurai
sempre estar em relação conosco, sereis mais
fortes e felizes. Vamos homens, coragem! Atrai para longe
de vós de uma vez por todas os preconceitos e idéias
preconcebidas. Entrai no novo caminho que se abre diante de
vós. Marchai! Tendes guias, segui-os, que a meta não
pode vos faltar, porque essa meta é o próprio
Deus.” Livro dos Espíritos, cap. IX
Inquiridos sobre se o Espírito-protetor sofre quando
seu protegido segue o mau caminho, e se, então, sente-se
responsável pelo mau resultado dos seus esforços,
respondem os Espíritos venerandos que ele lastima,
porém não se sente responsabilizado, pois que
fez o que de si dependia e sabe esperar o tempo necessário,
pois o que não aprendeu hoje, um dia aprenderá.
Saber de tudo isto (e de muito mais que o capítulo
exemplifica), renova nossa confiança na bondade e maiores
dificuldades e angustias, nos oferecendo alento e esperança
para os desafios em que a vida, em resposta às nossas
escolhas anteriores, hoje nos coloca. Inegavelmente vivemos
hoje do que plantamos ontem e, como dois e dois são
quatro...
Os desafios nunca erram o endereço de onde estamos.
Porém, quando abrimos espaço, a misericórdia
divina nos envia os Espíritos Benfazejos, para que
nos incentivem, amparem e intuam no correr da caminhada de
nossa evolução, porque...
Quando erramos a procura do caminho, necessitamos da graça
que alumia o retorno.
Doracy M. A Mota
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