(Extraído do livro “História de um homem”,
de Pietro Ubaldi, grande escritor espiritualista, autor de
A Grande Síntese.)
Dores de Luxo – as que têm direito à
composição, as lagrimas e compreensão,
despertam piedade, as que se da ajuda e conforto.
Dores Heróicas – que têm a gratidão
da Pátria, as dores excepcionais que provocam admiração,
entusiasmos e tem um sentido de grandeza. Mas, existem as
dores pobres, deserdadas, obscuras, mudas e geladas. Dores
ocultas com tristeza, que não envolvem, mas aviltam
as fraquezas do corpo e dos espíritos. Para elas não
há ajuda, nem conforto, não há piedade.
Elas não dão direitos à compaixão.
Elas provocam o riso, o insulto, atraem o desprego.
É dever, é virtude condená-las e persegui-las;
dores que não comovem ninguém, antes provocando
ódio e horror.
Existem as nossas próprias dores, que sempre nos parece
tão grandes e as dores alheias que sempre nos parecem
tão pequenas.
Ana Gaspar
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