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Hipnotismo
E Magnetismo
Hipnotismo – conjunto dos fenômenos
e das aplicações da hipnose.
Método ou prática de indução
da hipnose: a fixação do olhar sobre
um objeto brilhante, passes magnéticos, diversos
artifícios de sugestão, são conhecidos
desde muito tempo como capazes de provocar a hipnose,
porém, é a Escola de Salpêtrière,
sob o impulso de Charcot, que se deve o estudo objetivo
dos fenômenos hipnóticos. Esta escola
distinguiu a letargia, a catalepsia e o sonambulismo
provocado. Apenas as pessoas impressionáveis
ou àquelas que o permitem podem ser hipnotizadas.
Lombroso, cientista italiano cita no livro “Espiritismo
e Mediunidade” casos curiosos. Alberto de Souza
Rocha faz um estado profundo e atual, pois seu livro
“Espiritismo e Psiquismo” foi lançado
em 1993, sobre essa temática e muitas outras
ligadas à Ciência Espírita.
Outro item importante abordado é a emancipação
da alma provocado pela hipnose e o sono natural, que
permite curas e a regressão de memória,
a ciência moderna já está mudando
seus conceitos sobre o sono, aceitando a teoria espírita
da emancipação da alma.
Na literatura espírita vamos encontrar em “Libertação”,
de André Luiz, um processo de licantropia através
do hipnotismo. Diz o mentor Gubio que através
do hipnotismo é mais velho que o mundo, lembra
o caso de Nabucodonosor que se encontra na Bíblia,
durante sete anos viveu como um animal. O mesmo ocorrendo
com um espírito feminino que pressionada por
violento remorso sentia-se como se fosse uma loba,
pois quando encarnada assassinara o marido e os quatros
filhos. Gubio explica a André Luiz que o hipnotismo
pode ser usado pelos bons e pelos maus, todos o possuem.
Magnetismo – foi Franz Anton Mesmer, médico
alemão quem estudou de forma científica
a teoria que certas pessoas podem irradiar um fluido
especial proveniente do próprio corpo com influência
nos indivíduos e nos animais. Baseava-se em
estudos anteriores que seus predecessores cuidavam
ser coisas de magia.
Em 1765 escreveu um livro no qual abordava a influência
dos astros entre si e em corpos vivos – Kardec
cita isso em A Gênese, cap. 18, item 8 –
Planetarum Influxos. Em 1779 escreveu sobre Magnetismo
Animal, a conclusão da sua tese de que o organismo
animal pode emitir um fluido e curar. As teses foram
combatidas em Viena e por isso ele mudou-se para Paris
onde foi bem recebida. O povo e o próprio rei
Luiz XVI aceitaram, mas o Catedrático da Faculdade
de Medicina julgou o tratamento perigoso e imoral,
Mesmer foi então para a Inglaterra.
Em 1823 o jovem Rivail (Allan Kardec) chega a Paris
e teve sua atenção voltada ao magnetismo
e nos anos que se seguiram aplicou parte do seu tempo
ao estudo dessa ciência e foi testemunha de
muitas curas provocadas pelo agente magnético.
Allan Kardec estudou todos os livros que falavam sobre
magnetismo, inclusive os que eram contra essa ciência.
O mestre lionês conheceu as pesquisas do padre
português José Custódio Faria,
que fora iniciado no magnetismo pelo marques de Puységuir,
contrariando a igreja que condenava o magnetismo,
pois dizia “que os fluidos eram de origem infernal,
o sonambulismo e o magnetismo eram sobrenaturais e
diabólicas, anticristão, anticatólicos
e antimorais.”
Rivail, tomou parte ativa nos trabalhos da Sociedade
de Magnetismo de Paris, a mais importante da França.
Soube fazer amigos nessa corrente de idéias
e um deles o Sr. Fortier, foi quem em 1854 lhe falaria
pela primeira vez das mesas falantes que deu origem
a Codificação do Espiritismo. Tendo
adquirido sólidos conhecimentos de magnetismo,
foi capaz de perceber, logo ao início de suas
observações junto às mesas girantes
e falantes a íntima ligação entre
Espiritismo e Magnetismo, afirmando: “Dos fenômenos
magnéticos, do sonambulismo e do êxtase
às manifestações espíritas
não há senão um passo, sua conexão
é tal que é por assim dizer, impossível
falar de um, sem falar do outro.”
Ana Gaspar
Bibliografia
Biografia de Allan Kardec – 3 volumes de Zeus
Wantuil e Francisco Thiesen – Edição
FEB |
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