“Mediunidade – Faculdade própria dos
médiuns – Não existe sem o consumo dos
Espíritos; faltando estes já não há
mediunidade” - Enciclopédia Delta Larouse.
“Médium quer dizer medianeiro, intermediário.”
– Herculano Pires, Mediunidade – vida e comunicação.
De acordo com esta conceituação, o homem só
funciona como médium quando serve de instrumento para
as manifestações dos desencarnados.
A mediunidade sempre existiu e manifestou-se desde as épocas
mais primitivas. Sócrates fala-nos sobre um amigo invisível,
Plutarco, escritor grego fala sobre perseguidores desencarnados.
Nero, viu-se fora do corpo carnal e depara com os espíritos
de Agripina – sua mãe – e Otávia
– sua esposa – que havia mandado matar.
Porém, é no Cristianismo nascente que a mediunidade
atinge o seu mais alto ponto, eclodindo no dia de Pentecostes,
produzindo fenômenos físicos, sinais luminosos,
vozes diretas em várias línguas (xenoglosia),
etc.
Emmanuel, no livro Paulo e Estevão, nos conta que a
primeira explosão mediúnica de Saulo, o maior
perseguidor do Cristianismo, foi à visão de
Jesus, às portas de Damasco, a partir desse momento
ela desabrocha e ele inicia as curas, as palestras com amigos
desencarnados, inclusive, o Mestre.
A igreja de Antioquia era uma célula do Cristianismo,
curavam, aplicavam passes, Jejuavam e oravam antes da prática
mediúnica; hoje sabemos que o jejum é espiritual,
eliminar defeitos e vícios, sobre a alimentação
- cuidados sem excessos, com equilíbrio e para evitar
desgastes físicos.
A primeira epístola aos Coríntios, cap. 14,
aborda a mediunidade. Hermínio Miranda elucida que
esse capítulo é o precursor do O Livro dos Médiuns.
Quando Saulo fala do profeta queria dizer médium, no
versículo 29 do mesmo capítulo “Tratando-se
de profetas falem apenas dois ou três e os outros julguem.”
No versículo 26: “Faça-se tudo para a
edificação, porque temos salmos – doutrina
– revelação, devemos por em prática.”
Diz mais: Os Espíritos dos Profetas estão sujeitos
aos próprios profetas.”
Infelizmente a partir do século IV, ano 381, quando
Teodósio I proclama o Cristianismo como religião
oficial começam as proibições. Mesmo
assim, continuam a aparecer dentro e fora da Igreja médiuns
como Francisco de Assis, Teresa D’Avila –em desdobramentos,
Lutero com muitas visões. Os médiuns, principalmente,
na Idade Média eram queimados nas fogueiras e chamados
de demônios, até que Allan Kardec com muito critério
e observando os fenômenos mediúnicos lega à
Humanidade importante livro, catalogando e mostrando que a
mediunidade é inerente ao homem, portanto, uma Lei
Natura, e foi assim, que a partir de 1861 foi lançado
ao mundo essa obra monumental: O Livro dos Médiuns.
Ana Gaspar
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