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Guerras
Na questão 742 do O Livro dos Espíritos,
Kardec pergunta aos Espíritos:
“Qual a causa que leva o homem à guerra?”
“Predominância da natureza animal sobre
a espiritual e a satisfação das paixões”,
respondem eles.
A guerra, conforme demonstra a História, não
tem ensinado as lições que seriam de
se esperar, exceto a demonstração imediata
da transitoriedade dos triunfos e das desgraças
terrenas. Desde todos os tempos, civilizações
têm esquecido sobre os escombros das que sucumbiram
ao impacto das suas impetuosidades.
Abordando a Lei da Destruição, Joanna
de Angelis tece comentários sobre as guerras
e diz: “Dentre todas as calamidades que periodicamente
assolam a Humanidade a guerra é a mais hedionda
pelas altas cargas de barbárie que revela.
Estimulado pela ganância da propriedade, arbitrariamente,
o homem crê-se com permissão de vencer
o próximo dando expansão à agressividade,
quando se deveria impor a disciplina da superação
dos males que nele mesmo residem, vitória que
se torna imperiosa, para atribuir-se os requisitos
de homem integral.”
André Luiz no livro Nosso Lar nos mostra a
preocupação no plano espiritual e explica
que forças do mal atraídas pelas tendências
mesquinhas do homem formavam espessos nevoeiros envolvendo
os céus da Europa – era agosto de 1939
– época em que brevemente se iniciaria
o terrível conflito, a 2ª guerra mundial.
André Luiz muito surpreso profere comentários
sobre a 1ª grande guerra (1914 – 1918)
e pergunta se não há como agir para
evitar tão dolorosa catástrofe e Lísias
afirma: “Infelizmente a situação
geral é de muita crítica, o Ministério
da União Divina esclareceu que a Humanidade
carnal como personalidade coletiva cometeu vários
excessos. Nutriram-se as nações de orgulho
criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam,
agora, a necessidade de explodir os venenos letais.”
1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia,
mas não paramos, outros conflitos não
menos dolorosos – Coréia, Vietnã,
Golfo e muitos mais – até chegarmos nos
dias atuais nessa guerra tão desumana e cruel.
Homens honestos, compreensivos de todas as áreas
sempre procuraram demonstrar a grande tragédia
que uma guerra significa, comprometendo todos nós
com as Leis Divinas. “Amar o próximo
como a si mesmo” disse Jesus e ainda permanecemos
surdos a essa máxima.
Encerramos com Joanna de Angelis “O mal desaparecerá
um dia da Terra e nessa ocasião, a Humanidade,
da guerra somente conhecerá os informes dos
museus e os documentários que farão
gerações futuras lamentarem os métodos
da áspera escalada por onde transitaram seus
pés nestes dias.”
Bibliografia:
Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão
742
Após a Tempestade, Joanna de Angelis, cap.
19
Nosso Lar, André Luiz, cap. 21, 41, 42 e 43
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