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| Alma
Grupo
O princípio inteligente no início do
seu processo evolutivo, sem a conscientização
de seus propósitos, que viria muito depois,
quando alcançasse a fase hominal, seria conduzido
por um “princípio orientador”,
um princípio inteligente grupal que atuaria
na matéria permitindo um processo evolutivo
através das sucessivas reencarnações;
a esse princípio denominamos alma-grupo.
A organização mineral, com todos seus
sistemas, seria, portanto, a conseqüência
de um “poder” na intimidade de suas unidades
atômicas, na força de coesão e
atração. Cada sistema de organização
mineral seria impulsionado pelo seu próprio
princípio específico, pertencente a
um grupo, princípio inteligente grupo da espécie
ou alma-grupo.
O princípio inteligente (alma-grupo) responsável
pelas diretrizes da estrutura mineral depois de milênios
de experiência passaria para a fase vegetal
onde ganharia os novos potenciais da “sensibilidade”.
Se nos minerais, os atributos são as forças
de coesão e atração das moléculas,
nos vegetais temos o impulso mais categorizado que
é a sensibilidade dos vegetais (não
é aquela sensibilidade que nós entendemos
junto das nossas posições cerebrais,
nervosas, mas sim face às forças da
natureza) como o heliotropismo (ligado ao Sol), como
o Ph, as posições ácidas e alcalinas
da própria terra, nutrindo os vegetais. Dessa
forma o espírito vai avançando para
depois de bastante trabalho e experiências nesse
reino, alcançar o reino animal. Porque é
nas experiências que o espírito adquire
a posição espiritual definitiva.
A alma-grupo vegetal, com as aquisições
no cenário orgânico de seu novo mundo,
ir-se-ia tornando cada vez mais complexa, dentro de
seu próprio ângulo, a ponto de possuir
possibilidades de dirigir a vida vegetal com a mecânica
metabólica de que se acha investida. Esses
fatores de “sensibilidade vegetal” já
foram detectados e mesmo registrados por eletrodos
especiais assestados nas folhas de algumas plantas.
E o mais interessante é que o registro se fez
de tal forma eficiente e positivo, de modo a traduzir
estados diversos que oscilavam da alegria ao medo
e mesmo ao pavor, quando mentes humanas se aproximavam
das plantas com variadas idéias de amor, ódio
ou violência. Quando os registros foram feitos,
gritaram os pesquisadores dizendo que as plantas possuem
sensibilidade. Claro está que é uma
sensibilidade sem o cortejo mais enriquecido que caracteriza
o reino animal. O registro realizado nas plantas,
com delicados eletrodos seria o resultado da influência
da alma-grupo envolvente de toda a organização
vegetal pelas suas irradiações.
A alma-grupo vegetal, mais vivida e experiente, despontará,
no animal, buscando novas afirmações
no instinto.
Como os minerais e os vegetais estariam nas dependências
de um condutor e orientador, os animais possuiriam
o princípio inteligente mais avançado
e evoluído, como uma alma-grupo de seu reino.
Existiriam inúmeras colônias vibratórias
correspondendo às necessidades das espécies
animais. Portanto o princípio inteligente animal
responsável pelas orientações
vitais pertenceria a determinada alma-grupo da espécie,
de acordo com a posição evolutiva em
que se encontra a espécie animal.
Do mineral ao animal, a alma-grupo sedimentaria aptidões,
num processo que vai buscando os fatores de um psiquismo
cada vez mais consciente. Nas espécies mais
simples - os vírus, insetos, peixes - a energética-espiritual
estaria muito presa aos seus afins; alma-grupo-da-espécie
influenciando todo um conjunto de seres, um único
campo vibratório controlando a espécie
a que se destina.
À medida que as espécies vão
perdendo o contato de colônia, próprio
das formas mais simples, vão adquirindo relativa
individualidade, “pequeno Eu”, mas que
ainda não podem viver completamente fora dessa
colônia que lhe deu origem e de onde se nutrem.
Num determinado momento, quando a maturação
atinge um grau bem maior, tornando-se independentes,
esta fase desponta nas espécies animais que
tenham possibilidades do nascimento de novos aspectos
psicológicos, isto é, dos primeiros
vagidos emocionais e cujo mecanismo sexual se apresenta
com outras tonalidades. Com certa lógica podemos
incluir esta assertiva nos animais em que se evidenciam,
na massa nervosa encefálica, as primeiras células
da futura glândula pineal e que, por seus aspectos
iniciais, são conhecidos e denominados de olho
pineal. Isto acontece nos lacertídeos, certa
variedade de répteis. A partir desses animais
a alma-grupo, praticamente vai desaparecendo e dá
margem ao nascimento das Individualidades. O “espírito-animal”
já desligado da alma-grupo pela aquisição
de seu Eu, após afastamento do corpo pela desencarnação,
ainda não apresenta condições
mentais para sustentar-se no lado espiritual como
Individualidade, ou seja, ainda não possui
condições de independência devido
a insuficiência de campos emotivos específicos.
Isto o impulsionará, por sintonia, para o lado
da espécie a que pertence, a fim de aguardar
a oportunidade de nova encarnação.
No dizer de André Luiz: “em razão
disso, dilata-se efetuada a histólise dos tecidos
celulares, processo destrutivo na desencarnação,
nos sucessos recônditos da morte física
e com exceção de raras espécies
se demoram por tempo curto no mundo espiritual. Quando
não são aproveitados na Espiritualidade,
em serviço ao qual se filiam durante certa
cota de tempo, caem, quase sempre de imediato à
morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante
a hibernação, acabando automaticamente
atraídos para o campo genésico das famílias
a que se ajustam, retomando o organismo com que se
confiarão a nova etapa de experiência.”
E, dos lacertídeos (répteis) ao homem,
milhões de milhões de experiências
se darão até que o Espírito tenha
condições, por aquisições,
de expressar-se como Eu que começou a libertar-se
da alma-grupo daquela fase animal.
Conselho Doutrinário
Bibliografia
:
Impulsos Criativos da Evolução- Dr.
Jorge Andréa |
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