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A Codificação Kardequiano
No mês de abril o movimento espírita comemora
mais um ano da primeira publicação do Livro
dos Espíritos ocorrido no ano de 1857.
Um momento histórico, que despontou de modo singular
para enriquecer o conhecimento humano. A Codificação
Espírita nos convida constantemente às pesquisas,
proporcionando, a todos aqueles que se predispõem a
estudá-la, um rico aprendizado com entendimentos dentro
de nossa relativa idéia das Leis Morais que administram
nossa vida material e espiritual.
Muitos poderiam indagar: mais uma religião dentre
tantas e de tão variadas nomenclaturas a que o homem
cultua? Certamente que não, basta declinarmos nossos
olhos com bases bem fundamentadas na razão, no bom
senso, no equilíbrio e de forma imparcial para percebermos
que o Espiritismo não foi mais um modismo do século
XIX e nem é uma religião recente, seus postulados
se confundem com misteriosas práticas dos antigos e
suas raízes estão nos ensinamentos de todos
os grandes homens que passaram na nossa vida terrestre.
A moral espírita sempre foi imutável e universalista,
nós é que a compreendemos gradativamente mediante
nossa evolução intelectual e de nossas relativas
observações lógicas desenvolvida através
dos tempos, seus princípios básicos nos indicam
que não se sujeitam a dogmas, nem é tampouco
uma frágil seita sujeita a fórmulas ou práticas
estranhas sempre criadas pelos homens com as mais variadas
finalidades.
As manifestações espíritas estão
registradas na história da humanidade, no berço
das civilizações modernas como os povos da Índia,
do Egito, da Grécia, etc., retêm vestígios
primitivos do imenso arcabouço doutrinário espírita
que deve sempre ser estudado no seu tríplice aspecto:
de ciência, convidando-nos às comprovações
das evidências;
de filosofia, mostrando-nos um roteiro seguro de
comportamento moral e existencial;
e de religião, descortinando assim, a pluralidade
das existências e o modo de vida do espírito,
nas nossas relações pessoais tanto na esfera
material como também na esfera do plano espiritual.
Coube a um grande educador que aos seus 50 anos de idade
iniciou a magnífica obra da Codificação
Espírita, auxiliado por um grande número de
espíritos sob o comando superior de Jesus. Sim, estamos
falando de Allan Kardec, um homem racionalista estudioso,
emancipado do misticismo, tendo adquirido no estudo das ciências
exatas, o hábito das coisas positivas, sondou, estudou,
pesquisou e organizou todas essas manifestações
que traziam ao ser humano informações significativas
para a compreensão existencial da vida.
O professor Herculano Pires, na obra Espiritismo –
Antiguidade, Evolução e Propagação,
do Clube dos Jornalistas Espíritas, resume a Doutrina
Espírita: “... já havia doutrinas teológicas
ocultistas e esotéricas que definiam a própria
natureza de Deus. Não havia o critério positivo,
racional que Kardec inaugurou, baseando cada ponto de doutrina
nos resultados de numerosas observações e experimentações”.
O estudo sistemático da Doutrina nos proporciona
uma melhor lucidez das leis de Deus que regem o mundo, entretanto,
compete a cada um de nós o estilo e a forma de nossa
caminhada, Jesus nos ensinou os caminhos corretos que devemos
trilhar, mas fazemos nossas opções, temos nosso
livre arbítrio que constantemente exercemos.
Não devemos, portanto, perder de vista uma afirmação
que Kardec nos deixou registrado: “Fé inabalável
é somente aquela que pode encarar a razão, face
a face, em todas as épocas da Humanidade” e,
dessa forma, cumprir o primeiro mandamento que Jesus nos ensinou:
“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a ti mesmo”.
Vanilson.
Obras pesquisadas:
- Allan Kardec – Pesquisas Bibliográfica e Ensaios
de Interpretação – Zeus Wantuil e Francisco
Thiesen.
- Allan Kardec: “O que é o Espiritismo”,
14ª. ed. FEB, p. 36.
- Allan Kardec – O druida reencarnado – Eduardo
Carvalho Monteiro. 3ª. edição.
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