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ATUALIDADES

Liberdade

Uma das aspirações mais caras ao homem em todos os tempos tem sido a liberdade. Poder fazer – deixar de fazer ou escolher, segundo a sua vontade.

Encontramos muitas pessoas que consciente ou inconscientemente anseiam por libertar-se de situações que consideram um obstáculo ao seu bem estar.

O doente aspira superar seus males...

O chefe de família atrelado de obrigações suspira com desejos de voltar ao tempo que não tinha nenhum compromisso...

O filho submetido à autoridade paterna anseia por ter mais movimentação, em disciplina...

O médium pensa em deixar a tarefa e se isentar de compromissos que em sua opinião parece muito pesado...

Entendamos, porém, que pela visão da Doutrina Espírita, por sermos espíritos imortais em busca da perfeição tudo pode parecer prisão, sofrimento e dor, é simplesmente um processo de libertação dos pesados grilhões adquiridos em outras existências. Portanto...

Enfermidade, não é prisão, é mais um tratamento de beleza para o Espírito endividado e que se comprometeu, diante da Lei, destruindo seus órgãos materiais.

Matrimônio, não é prisão, tem nele uma escola bendita, instituída por Deus, cujo aprendizado é perdoar – tolerar – sacrificar e renunciar.

Disciplina paterna não é prisão, é reconhecer que a experiência dos pais age como defesa contra a inexperiência dos filhos.

Mediunidade, não é prisão, trata-se de uma oficina bendita de trabalho espiritual que possibilita ao médium a edificação de um futuro de bênçãos. Quando os médiuns compreenderem o significado dessa faculdade sublime que os ajuda na espiritualização, objetivo da nossa caminhada terrestre, então as tarefas mediúnicas serão tão desejadas e cultivadas quanto o são hoje o conforto e a riqueza. O que nos leva a considerar essas situações como prisões são os sentimentos inferiores que ainda abrigamos dentro de nós por falta de um estudo mais aprofundado do Evangelho de Jesus.

E encerramos com o belíssimo trecho de Hermínio Miranda sobre a Boa Nova – “filósofos e místicos, através dos tempos, não entenderam suas parábolas (do Cristo) e nem delas extraíram todo sentido íntimo, ainda não reconheceram que o ‘Amai-vos uns aos outros’ é tanto um sentido religioso quanto científico.”

Maria de Lourdes

 


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