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Ofício de Viver
O momento atual é de muitas descobertas científicas,
mostrando um “Mundo” onde a nossa visão
comum não penetra, mas que nos é revelado
através de sofisticados aparelhos que descortinam
a perfeição da criação
Divina.
Diante de tantas possibilidades e recursos ao nosso
dispor, seria de esperar que os homens se dessem conta
destes presentes oferecidos por Deus. Porém,
vemos com tristeza que grande parte da Humanidade,
envolvida pela sobra do mal a secundar-lhe os instintos
ainda primitivos, empana o viver do nosso Planeta
Azul, desencadeando terríveis ofensivas contra
o bem.
Todos nascemos para morrer (fisicamente), mas passamos
a vida fugindo da morte, só que de uma forma
errada...
Aqueles que têm pais e parentes numa de idade
mais avançada, certamente, em algum momento
já se deram conta das marcas deixadas pelos
anos em seus entes queridos. ‘E o sinal da velhice
que chega, não apenas para os idosos, mas todos
nós. Mas, Velhice não é sinalização
de fim; é amostragem do ofício de viver!
Quando chegamos à Terra, trazemos em nossa
bagagem espiritual tarefas que devemos respeitar e
desempenhar a contento, para que seja válida
a oportunidade que nos foi concedida. No entanto,
a força do magnetismo terreno, aliada à
nossa vontade enfraquecida pelos apelos menores, faz-nos
esquecer os compromissos assumidos e muitas vezes
tornamos nula a vida que poderia ser tão promissora
para nós e para o próximo.
Procedendo desta forma soterramos os talentos que
a vida nos oferece e sufocamos o desenvolver da nossa
evolução espiritual... Começamos
por espalhar ao nosso redor a amargura que nos envolve
e passamos a contagiar os que nos cercam; Selecionamos
as noticias mais azedas e passamos adiante; Lamentamos
com revolta os nossos achaques, esquecidos de que
ainda não somo perfeitos... Todas estas atitudes
enfraquecem a nossa organização física
e contrariamente ao que desejamos, acabamos por minar
desastradamente os nossos dias de existência
terrena, muitas vezes contrariando doenças
e desequilibrando o nosso emocional.
A conclusão a que chegamos é que,
em vez de preservarmos a vida como desejamos, nosso
proceder concorre para abreviá-la, e até
para nos tornar escravos de indesejáveis doenças,
fruto muitas vezes, de uma postura emocional onde
prepondera o desânimo, a tristeza e a falta
de fé.
Kardec nos lembra que qualquer acontecimento que
se verifique na Terra será sempre o reflexo
do estado moral da população envolvida.
Daí, concluímos que direta ou indiretamente
somos os responsáveis pelos desacertos que
nos acontecem. No entanto, cumpre recordar que estas
situações, devem receber de nós
o anteparo do amor fraterno e da esperança,
através de atitudes humanitárias que
todos podemos oferecer, segundo as possibilidades
de cada um.
O ofício de viver é a mais nobre tarefa
que Deus nos confio visando a nossa evolução.
Os talentos que recebemos, saibamos aplicá-los
para que se multipliquem e não façamos
como o servo preguiçoso que enterrou o seu
talento porque não teve coragem para fazê-lo
render, através das oportunidades e do trabalho
que a vida oferece a todas as criaturas.
Maria de Lourdes
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