Dentre os sentimentos negativos que o homem ainda conserva
em seu íntimo, vamos encontrar a inveja como larva
destruidora, capaz das piores ações.Quando se
manifesta, é quase sempre de forma camuflada, tornando-se
uma perfeita armadilha para todos.
Quem acolhe a inveja, nem sempre tem consciência do
que faz. No entanto, é ela uma arma devastadora que
sempre encontra eco nos planos espirituais inferiores. Com
isto, forma-se a cumplicidade entre “mortos”e
“vivos”, levando o encarnado a vivenciar momentos
bem cruéis em sua própria vida.
Jesus nos ensinou que o amor deve orientar nossos passos para
conseguirmos paz e harmonia. Porém, se acolhemos a
inveja no trato com os nossos irmãos encarnados estamos
fazendo justamente o oposto daquilo que o Mestre nos ensinou.
Quando invejamos, destruímos os laços da fraternidade
que deveriam unir a todos nós, espíritos reencarnados
na Terra. A inveja é como punhal, cuja lâmina
aponta diretamente para o invejoso, que raramente se dá
conta que é ele o grande prejudicado.
Este sentimento inferior, infelizmente, encontra grande acolhida
entre a humanidade terrena.
As oportunidades para o desenvolvimento desta chaga são
inúmeras: pode-ser a promoção no emprego,
que nosso amigo conseguiu; a compra do imóvel pelo
vizinho; a melhor classificação na escola pelo
colega do nosso filho; enfim, são inúmeros os
acontecimentos que podem despertar esta mancha que a alma
humana ainda abriga.
No entanto, devemos notar que o prejudicado é sempre
o invejoso, que não tendo coragem para lutar por seus
ideais, lança sobre o próximo, seu maldoso olhar
de cobiça. Desta forma, o invejoso, além de
se comprometer, moralmente, ainda permite que espíritos
menos evoluídos se liguem a ele pelos laços
da afinidade.
Todos sabemos que a reencarnação é uma
oportunidade para o espírito aprender e evoluir...
Assim sendo, devemos lembrar o ensinamento de Jesus que nos
disse: “Orai e Vigiai”.
Protegidos pela oração e pelos bons pensamentos
estaremos livres da cobiça, essa erva daninha que se
alastra silenciosamente...
Atualmente, vivemos uma era de muita competitividade, mas,
não podemos esquecer a ética e a moral nas ações
que praticamos. Não precisamos ser predadores para
subir na escala da vida material, pois, cada pessoa tem seu
próprio espaço de acordo com as leis divinas.
Vamos lembrar que Jesus, em seus ensinamentos, exemplificava
o valor das boas ações, deixando as pessoas
perceber o quanto era danoso o caminho dos sentimentos inferiores.
No Sermão da Montanha, o Mestre nos dá os melhores
exemplos de como devemos nos comportar para sermos dignos
e corretos em nossos pensamentos e ações.
Maria de Lourdes
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