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ATUALIDADES

Xenoglossia – Mediunidade Poliglota

Ernesto Bozzamo, filósofo e professor, homem de ciência, dedicou-se ao estudo dos problemas psíquicos e entre tantos pesquisou a mediunidade poliglota, médiuns que falam outros idiomas, durante o transe mediúnico, sem tê-los estudado. Diz Bozzano no livro “Xenoglossia” que foi o fisiologista francês Charles Richet, quem, propôs o termo xenoglossia à mediunidade poliglota.

O Livro apresenta casos muitos interessantes em que vários pesquisadores apresentam episódios notáveis com o médium Florizel Vom Reuter, pesquisado pelo presidente Dr. Walter Francklin da Sociedade de Pesquisa Psíquicas de Londres, que receberam mensagens em russo, húngaro, norueguês, polonês, holandês, lituano, irlandês, persa, árabe e turco.

Além da psicografia Bozzano apresenta escrita em longas frases em grego e outros casos em chinês, japonês e dialetos antiqüíssimos, inclusive voz direta em que algumas vezes essas vozes eram de Espíritos conhecidos de pessoas presentes que os identificavam de pronto, e quase sempre as mensagens eram em línguas e dialetos desconhecidos do médium, xenoglossia na escrita e voz direta.
Vamos agora comentar um livro mais atual psicografado por Francisco Candido Xavier, autoria de André Luiz que em um de seus capítulos trata do mesmo assunto – Xenoglossia. O livro “Nos Domínios da Mediunidade” o capítulo 23 – Fascinação, André Luiz vai assistir a um trabalho de desobsessão junto com Hilário dirigente espiritual que orienta André sobre o que se passa na reunião. Uma senhora fica envolvida por um espírito de forma muito agressiva e explica ser um caso de fascinação. No decorrer do capítulo em questão o espírito manifesta-se num linguajar que os presentes não entendiam.

O Mentor Espiritual deteve-se durante alguns minutos a auscultar o cérebro do comunicante e o da médium, como a lhe sondar o mundo íntimo e, em seguida, relata o que se passa.

“A desavença vêm de longa distância no tempo.”

Nosso infeliz irmão fala um antigo dialeto da velha Toscana (Itália), onde, satisfazendo a obsidiada de hoje, se fez cruel estrangulador.

Era legionário de Ugo, o poderoso duque de Provença (França), no século X, e para satisfazer a mulher que amava teve a infelicidade de aniquilar os próprios pais. Tem o coração como um vaso transbordante de fel.

André questiona:
“- Estamos no Brasil e a obsidiada ensaiava frases num dialeto já morto.

- Estamos à frente de uma caso de mediunidade poliglota ou xenoglossia, é um caso de sintonia e não apenas de mediunidade.

Xontudo, se a doente não lhe houvesse partilhado da experiência terrestre, como legitima associada de seu destino, poderia o comunicante externar-se no dialeto com que se caracteriza?

Positivamente não esclareceu Aulus e conclui mais adiante, em mediunidade há também o problema da sintonia no tempo. E podemos acrescentar prolongando um pouco mais este assunto que o mesmo ocorre com os psicógrafos que têm pouca instrução, os espíritos vão buscar no subconsciente a arte da escrita e retida no arquivo da memória, cujos centros o companheiro desencarnado consegue manobrar.

Ana Gaspar

 


Bibliografia:
Xenoglossia – Ernesto Bozzano
Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz

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