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Qual e porque o poder da prece
Ao criar os mundos (as muitas moradas a que se referiu Jesus),
Deus criou também o Fluido Universal, que banha a todo
o Universo e a todos os seres através da força
magnética de que é feito, e que interliga a
todos os mundos...
Quando uma pedra cai na água, sua superfície
vibra em esferas concêntricas; assim também o
Fluido Universal vibra movido por nossas preces e pelos nossos
pensamentos, com a diferença de que, enquanto as vibrações
da água são limitadas, as do fluido universal
estendem-se ao infinito. Por isto é que nosso pensamento,
tão logo movido pela força de uma grande vontade,
pode impulsionar e ajudar almas a distâncias incalculáveis,
encarnadas ou não, estabelecendo uma corrente fluídica
de uns para outros, pela qual os Espíritos elevados
podem, por sua vez, influenciar-nos e responder das profundezas
do espaço, às nossas invocações
e necessidades.
Segundo Leon Denis, em seu livro “Depois da Morte”,
quando nossa prece alcança esse teor de fé,
passamos a ter afinidade com um potencial tamanho, que chega
a ser a expressão profunda da alma para com Deus, o
colóquio solitário, refúgio dos aflitos.Diálogo
íntimo daquele que sofre, com “Aquele”
que alivia, onde a alma expõe suas angústias,
suas culpas ou daqueles por quem pede implorando socorro,
apoio ou perdão”.
E é assim que seu poder se faz enorme, como um farol
cujo clarão não dispensa a névoa. Nesta
hora, do santuário da consciência uma voz secreta
responde; a voz “Daquele” de quem provém
a força para as lutas do mundo, o bálsamo para
nossos desalentos e a luz para nossas dúvidas, fazendo
germinar a esperança e a força interior que
habita em cada um de nós.
A prece sincera tem ressonâncias no infinito, é
linguagem que não precisa de formas recitadas, que
muitas vezes os lábios balbuciam e o coração
não acompanha. Espontânea e inspirada na necessidade
de um coração, muitas vezes se expressa no pensamento,
na angustia de um lamento, num simples e fervoroso olhar erguido
ao céu, ou no exame de uma consciência que se
expõe a Deus. Contudo...
“Não devemos esperar que a prece resolva nossos
problemas, que afaste de nós as provas inerentes à
existência, porque há a lei, que sendo imutável,
não se dobra aos nossos caprichos, até porque,
muitas vezes nem sabemos o que pedimos!”
E Denis nos afirma: “Se confiamos, como somos atendidos!
Sensíveis aos sofrimentos humanos, pelos quais também
passaram, os Espíritos Protetores nos trazem o conforto
da proteção e a inspiração que
nos mostra o melhor caminho, pois que o poder divino não
é feito só de justiça, também
é feito de bondade imensa e de caridade infinita”.
“Quando pedimos com fervor e confiança, pela
própria energia que passa a nos envolver, ficamos
mais fortes contra a força e a tentação
de nossos erros e, assim, desentupimos o canal
por onde fluirá a ajuda que nossos protetores espirituais
nos possam dar.”
A prece pelos infelizes e pelos doentes tem poder porque é
a caridade em sua forma mais pura. Por isso produz efeitos
incríveis, e mesmo sendo contrária à
lei do destino e a prova deva consumar-se, os fluidos benéficos
que atrai acumulam-se e unem-se ao perispírito do beneficiado
ajudando-o de alguma forma.
E mesmo que aqueles por quem pedimos estejam ausentes ou mesmo
distantes, o poder da prece age sobre eles com um magnetismo
que penetra os fluidos densos e obscuros que os possam envolver,
amenizando as angústias e necessidades porque estiverem
passando, porque a prece é a flecha que atravessa o
espaço espargindo bênçãos. Nessa
hora, Deus nos envia os Bons Espíritos, que os vêm
ajudar, intuir e socorrer. E desse modo provações
possíveis podem ser desviadas ou suavizadas.
Não nos esqueçamos, porem, que também
é valida a prece que agradece, não só
pelas graças alcançadas, mas quando a paz nos
envolve e extasia ante um espetáculo da Natureza, como
uma noite enluarada ou a beleza colorida de um amanhecer,
quando, enfim, nos emocionamos ante as obras magníficas
do Criador.
Doracy Mércia Azevedo Mota
Bibliografia:
Depois da Morte – Léon
Denis
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