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Mediunismo
- Mediunidade - Animismo e Mistificação.
A expressão mediunismo, criada por Emmanuel, designa
as formas primitivas de mediunidade que fundamentam as crenças
e a religião primitivas. Primitivismo; adoração
inclusive de objetos inanimados, o fetichismo nas crenças
indignas e religiões africanas.
A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está
na conscientização do problema mediúnico.
"A mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado
e submetido à religião religiosa, filosófica
e às pesquisas científicas necessárias
ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas
leis", afirma Herculano Pires.
O Espiritismo não condena o Mediunismo, respeita-o
porque é lá que muitas vezes despontam várias
mediunidades. O não aconselhável é o
abuso de pessoas que se prendem a essas práticas objetivando
interesses pessoais e materiais.
O mediunismo divide-se em vários ramos correspondentes
as noções africanas de que procedem. Existem
as mais e as menos elevadas:
Umbanda - as práticas são mais elevadas e voltadas
para o bem.
Quimbanda - rituais selvagens provocados pelo sangue dos animais
sacrificados e queima de pólvora.
Candomblé - danças nativas de origem africana
e indígena.
A Macumba - é um ritual muito antigo. Diz Herculano
Pires que a Macumba é um instrumento de sopro, geralmente,
de bambu, que é tocado para chamar os espíritos
do mato, é o "despacho", ao contrário
do que se pensa, não é a oferenda de comidas
e bebidas que é colocada nas encruzilhadas, mas o envio
de espíritos inferiores para atacar as pessoas visadas.
Outro grande engano é confundir Animismo com Mistificação.
No livro "Diversidade dos Carismas", volume I, cap.
III, lê-se o seguinte: "Na verdade a questão
do Animismo foi de tal maneira inflada, além de suas
proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro
fantasma, uma assombração para espíritas
desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes
que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o
rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar
produzindo fenômeno anímico e não espírita.
Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há
fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação
de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa
do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo
das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto,
anímicas".
Erasto e Timóteo, em "O Livro dos Médiuns"
afirmam: "O espírito do médium é
o intérprete, porque está ligado ao corpo, que
serve para falar e por ser necessária uma cadeia entre
vós e os espíritos que se comunicam, como é
preciso um fio elétrico à grande distância".
Pergunta Kardec - "O espírito do médium
exerce alguma influência sobre as comunicações
que fluem por seu intermédio?", a resposta foi:
"Exerce. Se estes não lhe são simpáticas,
pode ele alterar-lhes as respostas e assimila-las às
suas próprias idéias e a seus pendores; não
influencia, porém, os próprios espíritos,
autores das respostas, constituem-se apenas em mau intérprete".
A conclusão que chegamos é que não há
fenômeno mediúnico sem participação
anímica.
Existem também manifestações de animismo
puro, ou seja, comunicação produzida pelo espírito
do médium, sem a participação de outro
espírito - encarnado ou desencarnado, pode ocorrer
um processo espontâneo de regressão de memória.
Lembremos do que disse Erasto Timóteo: "A alma
do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro".
Quanto a Mistificação, Jesus já nos alertou
sobre os falsos Cristos e falsos profetas (cap. 21º do
O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Vamos encontrar, também, em João, Epistola I,
cap. IV: 1: "Caríssimos, não acrediteis
em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos
são de Deus, porque são muitos os falsos profetas
que se levantarão no Mundo".
Existem fraudes de médiuns e de Espíritos que
nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer
o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem
a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem
àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem
superiores demais. Devemos conservar a humildade e agradecer
constantemente a oportunidade de servir.
Ana Gaspar
Bibliografia:
Mediunidade
(Vida e Comunicação)
Diversidade dos Carismas - Hermício C. Miranda - Volume
I
O Livro dos Espíritos
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