"Quanto mais se agiganta a civilização
na Terra, mais amplamente predomina o estudo na extensão
do progresso geral.
Cientistas e pesquisadores analisam, infatigavelmente, não
apenas as realizações alusivas ao domínio
das forças da natureza, mas também os poderes
da alma, a escarificarem todos os fenômenos do binômio
mente-corpo, consagrando a era do pensamento racional.
Para isso, multiplicam-se escolas e cursos técnicos,
estabelecimentos culturais e anfiteatros de ensino, em que
perguntas e respostas sedimentam a renovação
do mundo.
Natural, transportemos igualmente a questão da dor
para os recintos de aula, por disciplina a examinar em regime
de urgência..."
O trecho acima encontra-se na introdução do
livro Leis de Amor ditado por Emmanuel e psicografado por
F. C. Xavier e Waldo Vieira.
É fácil perceber o quanto às afirmações
de Emmanuel estão corretas, pois, nos dias atuais estamos
vivendo, cada vez mais, a busca do conhecimento nas mais diferentes
áreas.
Dentro da literatura espírita, encontramos obras
maravilhosas, que nos chegaram há várias décadas
e cujo conteúdo é hoje totalmente confirmado.
As obras de Emmanuel e de outros Espíritos iluminados,
dão-nos testemunho de seu saber e do seu empenho em
ajudar a população terrena e evoluir...
No livro Leis do Amor, vamos encontrar preciosas orientações
sobre variados assuntos que fazem parte da vida humana. E,
como diz Emmanuel, tudo precisa ser estudado para acompanhar
o progresso e o desenvolvimento do nosso Planeta. Todavia,
como nos encontramos no estágio de provas e expiações,
a dor é um ingrediente constante nas nossas vidas e,
igualmente deve ser estudada, para que bem compreendida, possamos
entender-lhe a função.
À primeira vista, é quase impossível
aceitar a dor como instrumento necessário à
nossa evolução. Porém, quando lembramos
que estamos na Terra em cumprimento de mais um mandato reencarnatório,
logo percebemos que ela (a dor) é aguilhão indispensável
para nos impulsionar no rumo da evolução, dando-nos
oportunidade de reajustes e aprendizados.
As dificuldades maiores, os problemas difíceis e
toda a repercussão que acarretam, são questões
em desacordo com a nossa vontade, pois, somos ainda criaturas
imperfeitas, envolvidas pelos sentimentos menores onde predomina
o orgulho e o egoísmo. E, em função dessa
nossa forma de pensar, não queremos que a dor faça
parte da nossa vida...Somente os Espíritos que já
alcançam um certo grau de conhecimento, sabem conviver
com a dor de forma saudável.
Para estes Espíritos, a dor não é recebida
como sinal de sofrimento. Mas como uma circunstância
temporária que deve ser aceita a fim de ajudá-los
na escola da existência. Eles (os mais esclarecidos),
sabem que as dificuldades que enfrentamos estão de
acordo com as nossas necessidades de aprendizado e por isso
não se revoltam contra as situações adversas.
Confirmando as palavras de Emmanuel, diríamos que,
se já percebemos o quanto é importante para
o desenvolvimento humano estudar e aprender a respeito dos
mais variados assuntos que fazem parte do campo cultural da
atualidade, também precisamos conhecer os meandros
que envolvem o sofrimento, questão esta tão
estreitamente ligada ao nosso viver atual.
Todos gostaríamos de poder desfrutar plena felicidade
e bem-estar total, mas, devido ao nosso padrão evolutivo,
ainda tão deficientes, é certo que não
conseguiríamos avaliar estas condições
superiores. Por enquanto, ainda precisamos comparar para entender
as diferenças...
Acreditamos que o fato de não conhecermos em profundidade
o mecanismo da dor, é que nos leva ao desespero. Ela
existe como conseqüência de atos cometidos em desacordo
com as leis maiores, mas Deus, como Pai misericordioso que
é, dá-nos a oportunidade de reparar essas infrações.
Sendo assim, concluímos que a dor, embora não
seja desejada, não é castigo, mas uma decorrência
natural do nosso próprio existir de ontem ou de agora.
Falamos da dor, porque ela é uma realidade do nosso
mundo e como nos explica Emmanuel, devemos situá-la
como disciplina a ser examinada de onde possamos tirar lições
que nos ajudem.
Quanto mais estivermos instruídos a respeito desta
questão, tanto mais poderemos nos libertar dos sofrimentos
que em muitas ocasiões nos afligem.
A Doutrina Espírita sustentada pela tríade,
Ciência, Filosofia e Religião, é roteiro
seguro a nos orientar nos mais diversos assuntos, ao mesmo
tempo em que nos informa a respeito das ligações
do mundo material com o mundo dos Espíritos.
Maria de Lourdes
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