Jesus Cristo é conhecido mundialmente, seja como
figura histórica para muitas populações
do oriente, seja como o "Filho de Deus" para
o mundo ocidental. Sua passagem pela Terra foi tão
marcante que acabou dividindo a História. Todavia,
a personalidade do Mestre dos Mestres, sua essência
espiritual, até hoje não foi verdadeiramente
compreendida. Para muitos é instigante o comportamento
que Ele adotou enquanto esteve encarnado na Terra.
Talvez, porque existe uma distância muito grande
entre a nossa capacidade e a grande sabedoria do Cristo
e por isso nos faltam condições para penetrar
a lógica das suas atitudes.
Podemos situar Jesus entre o "Alfa" e o "Omega",
pois, Ele nos ensinou o começo e nos mostrou como
caminhar para atingir um fim de felicidade.
Suas ações foram sempre revestidas de
uma verdade superior, porém, Ele as vivenciou de
forma simples, tanto junto aos mais humildes como frente
aos importantes e eruditos da época e influenciou
profundamente a humanidade.
Numa época em que o povo quase nada possuía
e lutava bravamente pela própria subsistência,
Jesus falava do Reino Divino e de recompensas futuras.
Não oferecia riquezas materiais, imediatas, mas
acenava com o alimento espiritual a trazer recompensas
em outras vidas.
Jesus é quase sempre lembrado como enviado Divino
que veio para salvar os homens e muitos achavam que basta
acreditar no Cristo para ficar em "graça".
Mas a pura missão não pode ser entendida
como simples feito de aceitação apaixonada.
A missão de Jesus é tão grande que
2.000 anos não foram suficientes para fazer os
homens entenderem seus objetivos superiores.
Preparamo-nos para entrar no século XXI e sentimos
que muito pouco fizemos em relação a tudo
que o Mestre exemplificou.
Jesus pregava a necessidade do homem se transformar
de dentro para fora. Mostrou que sua revolução
não reconheceram e entenderam o próximo.
Era um profundo conhecedor da psique humana por ser um
espírito evoluindo e por isso pregava o amor como
fundamento das relações sociais.
Numa época de tão poucos conhecimentos,
Jesus teve a coragem de afrontar os paradigmas em uso.
Desafiando os conceitos culturais falou de reencarnação
e despertou o povo para a necessidade de melhoria dos
próprios sentimentos. Instigava as pessoas a pensar
e a desenvolver a capacidade mental, objetivando o aprimoramento
espiritual.
Cristo foi amado pelas pessoas de fé que entenderam
a sua mensagem de transformação e foi temido
pelos orgulhosos que se sentiram ameaçados pelas
verdades que Ele transmitia com a autoridade de um sábio.
Sua postura serena mostrava a confiança de quem
tudo conhece e por isso não se inquieta com querelas
do momento.
Estamos ainda tão distantes da realidade cristã,
que se o Cristo estivesse entre nós nos dias de
hoje a reação da maioria dos homens, certamente,
seria como a população de antigamente.
Em várias ocasiões Jesus foi procurado
por "pecadores" quase sucumbidos debaixo de
um imenso sentimento de culpa, fruto de uma errônea
concepção de "céu e inferno".
Nessas ocasiões, o Mestre os acolhia e orientava
no sentido da transformação interior para
que não voltassem a repetir os erros cometidos.
Numa similitude de propósitos, também
a Doutrina Espírita nos aconselha à reforma
íntima, lembrando-nos a lei de causa e efeito que
nos acompanha em todas as situações de vida.
Recordemos o Cristo com todo carinho e amor na certeza
da sua presença constante, mas, sobretudo, trabalhemos
pela realização dos objetivos que Ele nos
propôs.
Maria de Lourdes
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