Entender o Universo e poder conhecer tudo que nele existe,
é uma das grandes aspirações da humanidade. Afinal, quem
não deseja sentir-se totalmente à vontade na casa que
habita? Mas, o Universo é muito mais do que a moradia
temporária que ocupamos neste Planeta terra. É a somatória
de tudo sem submeter-se a temporalidade de passado, presente
ou futuro.
Somos parte deste Universo ainda tão desconhecido e desde
remotas eras a humanidade busca obter esclarecimentos
mais amplos a respeito desta casa imensa criada por Deus.
Muito temos que agradecer aos filósofos e homens de ciência
que se emprenham no estudo sério, buscando respostas
que satisfaçam a alma sedenta de saber. Valendo-se do
trabalho destes pesquisadores missionários, a sociedade
humana vai-se inteirando de muitas questões que fazem
parte da vida como um todo. Ao longo do tempo, o homem
tem-se empenhado em penetrar o desconhecido tentando conhecer
mais a respeito de tudo que o cerca.
O mundo em que vivemos comporta um maravilhoso acervo
de informações que muito lentamente vamos consultando
e, posteriormente, confirmando com o próprio existir.
Cada indagação é uma ânsia pelo desenvolvimento e pelo
desejo de conhecer os meandros da vida. Ainda brincamos
de quebra-cabeça, mas as peças vão pouco a pouco se encaixando
no tabuleiro da vida com mais facilidade.
A humanidade costuma usar marcos como pontos determinantes
de certas ações e a passagem para um novo milênio parece
estar influenciando e motivando as pessoas sobre questões
a respeito da espiritualidade. Muitos estão buscando Deus
e derrubando as fronteiras entre o aqui e o além e desta
forma aceitando a população orbital da Terra.
Vemos também que fora do movimento espírita, muitas diretrizes
contidas na Doutrina, estão despertando atenção, embora
as pessoas desconheçam o espiritismo. Estes acontecimentos
podem ser entendidos como decorrência natural da evolução
humana, que vem ao longo das existências desenvolvendo
a percepção e ativando a sensibilidade, condições intrínsecas
do espírito. Percorrer os caminhos da vida com entusiasmo
e dedicar atenção às coisas criadas por Deus é uma aventura
fascinante que enriquece qualquer ser humano.
Voltando ao título deste artigo, gostaríamos de lembrar
de alguns espíritos de escol passaram pela Terra e trabalharam
o processo da inquirição buscando soluções para as incógnitas
que a pesquisa lhes apresentava. Podemos citar Sócrates,
Platão, Santo Agostinho e tantos outros. E, de modo especial
temos de nos referir a Jesus, o engenheiro sideral de
nosso Planeta e exemplo maior de perfeição, que se dirigia
ao povo inquirindo e motivando as pessoas a se manifestarem.
Também no campo da ciência vamos encontrar estudiosos
que se dão ao trabalho de repensar a questão da espiritualidade
mesmo considerando alguns limites próprios do estudo científico.
Recentemente, no jornal "Folha de São Paulo",
lemos o artigo do físico brasileiro Marcelo Gleiser intitulado
"Ciência e Espiritualidade no Final do Milênio".
Chama a atenção a maneira como o assunto é tratado, mostrando
que ciência e espiritualidade não são antagônicas, mas
se completam.
O Plano Superior sempre enviou à Terra espíritos esclarecidos
que aqui chegando, dedicarem-se à pesquisa mais profunda,
buscando encontrar explicações sobre a natureza do mundo
que nos envolve. Podemos recordar o gigante da Física,
Isaac Newton que nos legou a base conceitual da estrutura
mecânica do Universo. Embora as conclusões oferecidas
por Newton sejam de pura racionalidade, ele via o Universo
como manifestação do poder Divino e todo seu trabalho
era realizado debaixo de uma grande fé na espiritualidade.
Lembramos também o grande Físico do nosso século, Albert
Einstein, que afirmou: "A ciência sem a religião
é manca e a Religião sem a ciência é cega." Kardec
também se ocupou deste duplo assunto e nos ofereceu o
marginal escrito contido no capítulo I de O Evangelho
Segundo o Espiritismo, sob o título "Aliança da Ciência
com a Religião". O quadro que o mestre lionês desenha
com palavras esclarecedoras, é o mesmo que hoje vemos
em setores em que o estudo é sério e sem preconceitos.
Trata-se de um sincretismo entre ciência e espiritualidade,
questões estas que têm uma origem comum e buscam a mesma
verdade por caminhos diferentes.
A humanidade está mais amadurecida e aos poucos vai deixando
de lado os dogmas impositivos das seitas religiosas, passando
para uma linha de raciocínio lógico em busca das questões
transcendentes. O caminho prenunciado por Kardec está
se confirmando aos poucos, mostrando que, "Tudo na
Natureza se encadeia, tudo se harmoniza, através de leis
gerais que jamais se afastam da sabedoria do Criador"
(O Livro dos Espíritos).
Maria de Lourdes
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