Reconhece-se a árvore
pelo fruto
Cada um de nós é por si mesmo
um centro de energia, e embora energia não
se possa ver, ela existe e é sempre poderosa.
Se olharmos ao nosso redor não veremos
energia alguma, nem a nossa volta, nem a de nada
que nos rodeia. No entanto elas estão por
toda parte. Se colocarmos um dedo na tomada levamos
um tremendo choque! Quando ligamos um rádio
ouvimos vozes, música, se ligamos nossos
televisores, vemos imagens, se ligamos nosso celular
podemos nos comunicar com pessoas que estão
próximas ou muito longe, até mesmo
em países distantes. São Energias!
Energias que estão no Universo, que nos
envolve a todo instante, que não vemos,
mas que pela tecnologia podemos utilizar a nosso
bel prazer.
Hoje a ciência demonstra que todas as energias
que emitimos atraem energias iguais. É
também o que nos fala o grande tribuno
espírita, Divaldo Pereira Franco, em suas
palestras; É O PLUG E A TOMADA, formando
um bem ou um mal, que nos atinge antes de atingir
qualquer outra coisa.
Vendo sob esse prisma fica muito mais fácil
perceber, porque e como é que flui de nós
a energia que não vemos e que mobiliza
tantas coisas. Se somos verdadeiros campos energéticos,
e inegavelmente o somos, obviamente tudo que sai
de nós o faz em forma de energias.
O vento é uma energia em movimento, a água
é uma energia poderosa que a depender do
modo como for tratada, gera a energia elétrica,
porque sua energia se centuplica aos milhares.Também
a água que ingerimos e o ar que respiramos
é uma energia da Natureza, assim como o
alimento que comemos. É tudo um ir e vir,
pois gastamos energia para pensar, mastigar, fazer
a digestão e até para respirar.
Assim, também os sentimentos têm
uma força imensa, muito maior do que temos
capacidade de imaginar, porque também neles
está embutida a força magnética,
que dá poder à palavra que dizemos,
àquilo que pensamos ou que desejamos, e
inevitavelmente nossas ações, aquilo
que fazemos de forma mais expressiva, são
frutos dessa tríade. Ou seja, essa tríade
é a árvore, somos nós, e
o resultado dela é o que ofertamos; são
os frutos.
O Evangelho nos afirma que a árvore que
produz maus frutos não pode ser boa e a
que os produz bons, não pode ser má.
Que a árvore se conhece pelo próprio
fruto que ela gera, que o homem de bem tira as
boas coisas do bom tesouro do seu coração,
e o mau as tira do mau tesouro do seu coração,
e que a boca fala do que está cheio o coração.
Ou seja; o homem bom ou mau, só consegue
dar verdadeiramente aquilo de que seu coração
está abastecido.
Levando isto para nossa vida pessoal, podemos
perceber o que energia tem a ver com o “tesouro”
bom ou mau de que Jesus nos fala; a árvore
boa ou ruim que somos cada um de nós. Quando
Ele afirma que a boca fala do que está
cheio o coração, adverte-nos de
que; se nosso coração está
cheio de amargura, raiva, revolta, com certeza
emitimos forças energéticas negativas,
e fazemos o mau a nós e ao próximo.
Todo bem que fazemos, todo mal que cometemos,
parte como um raio... mas como um imã,
volta ao lugar donde partiu. Porque...
“O resultado do que fazemos, nunca erra
o endereço de onde estamos.
É bom pensarmos até que ponto
estamos sendo a árvore boa ou a árvore
má, da qual vaza aquilo de que está
repleto seu interior. Até que ponto nos
deixamos arrastar pelos acontecimentos que geram
em nós atitudes ruins, erradas, que secam
os galhos da árvore de nossas vidas, e
que nada mais são que nossos defeitos e
dificuldades. Busquemos dar lugar ao viço
que os farão novamente verdes e promissores,
trabalhando algumas mudanças em nossa conduta,
trabalhando as dificuldades de nossa imprescindível
Reforma Íntima.
Ninguém é uma árvore seca,
no entanto todos temos lá nossos galhos
pouco viçosos. Trabalhemos esses galhos,
vamos enfrentar mais esse desafio, pois que na
árvore da vida de cada um de nós
existe o lado luz e o lado sombra. O lado luz
reflete nossas qualidades, nossa maior ou menor
conexão com Deus, a árvore viçosa
que Jesus nos propõe ser. O lado sombra
reflete nossas imperfeições, nossos
defeitos, a árvore seca que precisamos
transformar. E para sermos essa árvore
frutífera é preciso que creiamos
mais em nós mesmos, que, acima de tudo
que creiamos em Deus que crê em nós!!
Tanto crê, que nos fez simples e ignorantes,
a caminho da angelitude!
Doracy Mota