Vamos encontrar na Codificação explicação
sobre esse fato. O Espírito pode, por um ato de
sua vontade realizar uma alteração molecular
em seu perispírito e torná-lo momentaneamente
visível. São Luiz, no O Livro dos Médiuns,
cap. 6, questão 25, deixa bem claro que não
há condensação do fluido perispiritual,
mas uma disposição especial, que Kardec
coloca na A Gênese como alteração.
Conforme essa alteração a aparição
é mais transparente e vaporosa e vai se definindo
até chegar à aparência da tangibilidade
real – materialização.
As aparições tangíveis têm
somente a aparência da matéria carnal, não
as qualidades. Devido a sua natureza fluídica,
não podem ter a mesma coesão, porque na
realidade não se trata de carne.
Esses seres são denominados agêneres–
não-gerados. Suas características: não
nascem e morrem como os outros homens; são vistos
e não são vistos mais, sem que se saiba
de onde vêm, como vieram ou para onde vão;
não podem ser mortos, encarcerados ou acorrentados.
Os golpes que lhe fossem desferidos encontrariam o vácuo;
não se alimentam; tem a forma de falar diferente,
breve e quase sempre com poucas palavras; o olhar é
distante e sua aproximação provoca uma sensação
estranha.
Na A Gênese, cap. 14 item 35, encontramos o seguinte
parágrafo: “As aparições vaporosas
são freqüentes e muitas e muitas vezes acontece
individuais assim se apresentarem depois de mortos, às
pessoas que lhe foram caras. As aparições
Tangíveis são mais raras, embora delas haja
numerosos exemplos, perfeitamente autênticos. Se
o Espírito desejar fazer-se conhecer, dará
a seu envoltório todos os sinais exteriores que
tinha quando vivo.”
Na Revista Espírita de 1858, pág. 302,
encontramos um caso de aparição vaporosa,
que ocorreu em Kentuchy, Estados Unidos, com a aparição
vaporosa de um familiar recentemente desencarnado da família
Park. Um dos familiares, a irmã da falecida, primeiramente
vê uma nuvem branca, que aos poucos vai se destacando
até conseguir enxergar nitidamente o espírito
de sua irmã.
Já na Revista Espírita de 1859, pág.
40, um âgenere, manifesta-se, fala e indica um endereço
a uma senhora que ao sair de uma igreja onde havia ido
pedir ajuda, pois estava muito aflita. Ao chegar ao local
indicado a dona da casa diz que realmente precisava de
alguém para determinado trabalho. É quando
a mulher avistando um retrato na parede da casa, diz:
“Senhora, foi esse cavalheiro quem me mandou”.
E a senhora retruca espantada, “mas esse é
o retrato de meu filho, falecido há três
anos.”
Esses exemplos foram analisados e comprovados por Allan
Kardec.
Ana Gaspar
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