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ATUALIDADES

O Alquimista e o Físico Nuclear

Marcelo Gleiser professor de Física Teórica no Dartmouth College, em Hannover – USA – escreveu em meados do ano passado, um artigo no caderno "Mais", da Folha de São Paulo, com o título acima. Lendo o artigo com atenção, verificamos "a evolução do processo iniciado pela Alquimia na Índia, China e na Caldéia que se perdeu nas brumas do tempo. Os registros nos pergaminhos, nas pedras, nos hieróglifos, nos ideogramas falam. E o que eles nos dizem, os hierofantes e os cultores das ciências secretas o sabiam e ainda escutam, no silêncio de sua sabedoria." Esse trecho faz parte do capítulo V, intitulado Alquimia: o Triunfo da Unidade, contido no livro Fluidologia* cujos autores espirituais são Eurípedes Barsanulfo, Ismael Alonso e Miguel de Alcântara tendo como médium João Berbel.

Voltando ao ilustre professor e físico, em seu artigo ele diz: "Do mesmo modo que a astronomia deve muito à astrologia, a química e a física moderna devem à alquimia e a seus misteriosos praticantes." Prossegue Gleiser em sua colocação: "O trabalho do alquimista transcendia a busca por metais preciosos; o essencial era sua entrega ao processo de descoberta, as práticas ritualísticas em seu laboratório, que funcionavam como uma ponte entre o mundo material e o Universo como um todo. Marcelo Gleiser cita o próprio Newton conhecido como o arquétipo perfeito da razão fria, que lançou as bases do estudo da mecânica e da gravitação e que dedicou mais tempo às suas pesquisas alquímicas do que as puramente científicas".

E coloca inclusive uma frase muito importante "A física nuclear é herdeira da alquimia."
Podemos citar também Rutherford, prêmio Nobel de Física, em 1908, que retomou o caminho da transmutação química apregoada há milênios pelos alquimistas, e que conseguiu a primeira transformação de elemento químico: do nitrogênio fez oxigênio.

Ainda no livro Fluidologia, os autores espirituais prosseguem abordando agora o Espiritismo – "A admissão espiritista do fluido cósmico universal como matéria primordial e efetiva do Universo dá um tremendo aval à Alquimia; se tal ciência não existisse, bem provável se a inventasse um dia, num esgotar-se do ciclo analítico, quando ele dá a volta sobre si mesmo." Prosseguem os autores falando sobre alquimia, ciência e fluidos com muita propriedade e lembram que os alquimistas em seus laboratórios procuravam o elixir da longa vida e colocam da seguinte maneira: "Alquimia é ciência fluídica. O problema da duração maior ou menor da vida física está implícita no tema do fluido vital, quando um passista aplica um passe ele é um alquimista, promotor de uma ação-síntese envolvendo fluidos de que ele nada ou quase nada conhece. E a ação fluídica se exerce, benéfica, potente."

Para encerrar vejamos o que nos diz Allan Kardec no capítulo quatorze da A Gênese, item 31, Curas, " A cura se opera pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã."

 

 


Ana Gaspar

* para saber mais veja a resenha do livro Fluidologia no item Livros

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