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No corpo espiritual, a etiologia
das moléstias.
No corpo espiritual, a etiologia das moléstias.
A Doutrina Espírita define saúde
como a perfeita harmonia da alma. "Falando
sobre o perispírito o engenheiro Ney
Prieto Peres e o Dr. Hernani Guimarães
Andrade apresentam a concepção
da física transcendental com relação
a esse importante elemento de ligação
entre a alma e o corpo físico".
Ressaltaríamos, com Allan Kardec e André
Luiz, que é nesse corpo espiritual ou
psicossoma que reside à causa de todas
as doenças, porque como campo de informação
e molde do espírito ele reflete o enigma
de toda a evolução espiritual.
Vejamos alguns ensinamentos contidos no livro
"Roteiro" de Emmanuel, sobre perispírito:
"Ele é ainda corpo organizado que
representando o molde fundamental da existência
para o homem, subsiste alem do sepulcro, demorando-se
na região que lhe é própria,
de conformidade com o seu peso específico.
Formada por substâncias química
que transcendem a série estequiogenética
conhecida até agora pela ciência
terrena, é aparelhagem rarefeita alterando-se
de acordo com o padrão vibratório
do campo interno. Organismo delicado com extremo
poder plástico, modifica-se sob o comando
do pensamento. O progresso mental é o
grande doador de renovação ao
equipamento do espírito em qualquer plano
de evolução. Quanto à forma
somática ele obedece às leis de
gravidade, no plano a que se afina. Nossos impulsos,
emoções, paixões e virtudes
nele se expressam fielmente".
Saúde: tarefa
de reeducação moral
O Espiritismo inaugura, portanto, um novo conceito
de saúde: "é a perfeita harmonia
da alma". A questão da saúde
está profundamente ligada à tarefa
educacional de cada ser. Segundo Emmanuel, no
livro "Pensamento e Vida".
"A cólera e o desespero, a crueldade
e a intemperança criam zonas mórbidas
de natureza particular no cosmo orgânico,
impondo às células a distônia
pela qual se anulam quase todos os recursos
de defesa, abrindo-se feito fértil à
cultura de micróbios patogênicos
nos órgãos menos habitados à
resistência."
É assim que, muitas vezes, a tuberculose
e o câncer, a lepra e a ulceração
aparecem como fenômenos secundários,
residindo a causa primaria no desequilíbrio
dos reflexos da vida anterior. E Emmanuel ainda
acentua:
"Todos os sintomas mentais depressivos
influenciam células em estado de mitose,
estabelecendo fatores de desagregação".
Se nós tivermos presente o fato de que
o tumor canceroso resulta, para falarmos de
forma resumida, de uma multiplicação
anárquica das células e se nos
recordamos de que podemos, de acordo com o nosso
estado mental, influir na mitose celular, pode-se
avaliar melhor a extensão de nossa responsabilidade
no que tange à origem profunda de nossas
moléstias. Segundo André Luiz,
no livro "Evolução em Dois
Mundos", pág. 217, uma vez alcançado
o desequilíbrio, seja pelo abuso de nossas
forças, seja estabelecendo perturbações
em prejuízo dos outros, abriremos campos
de ruptura na harmonia celular e toda a zona
perispiritual atingida é possível
de invasão microbiana.
Assim, somos sujeitos a albergar desde o resfriado
comum até as infecções
irreversíveis, dependendo do grau de
nosso desequilíbrio interior.
E isso porque quase todos os estados mórbidos
"surgem como fenômenos secundários
sobre as zonas de predisposição
enfermiça que formamos em nosso próprio
corpo pelo desequilíbrio de nossas forças
mentais a gerarem rupturas entre o corpo espiritual
e o veículo físico, pelo qual
se insinua o assalto microbiano em que sejamos
particularmente inclinados pela natureza de
nossas contas cármicas".
Ana Gaspar
Bibliografia:
Trechos do Boletim Médico
espírita, nº 4, artigo da Dra. Marlene
R. S. Nobre |