| "Há
Muitas Moradas na Casa de Meu Pai" - Cap. III
Vimos no Evangelho de João, cap. IV. vv 1
a 3, que Jesus fala das muitas moradas que há
na casa do Pai, querendo dizer com isso que a infinidade
de corpos celestes espalhados pelo Universo, são
mundos habitados. Existem mundos menos evoluídos
e mais evoluídos do que a Terra e outros no
mesmo grau.
Mundos Inferiores - a forma ainda é a humana,
mas sem qualquer beleza. Os instintos não são
temperados por qualquer sentimento de delicadeza ou
benevolência, nem pelas noções
do justo ou do injusto. A única lei é
a força bruta. Carentes de indústria
e de invenções, passam a vida na conquista
de alimentos.
Mundos superiores - estágio bem mais elevado
do que a Terra. A forma humana é mais embelezada
e sobretudo purificada. Não estão mais
sujeitos a apetites grosseiros, vícios e desvios
sexuais, há ausência de enfermidades,
o corpo não se decompõe na morte.
Não há guerras; não existe ódio,
ciúmes; somente amor e fraternidade. Os seus
materiais são adquiridos pelo uso da inteligência
e da justiça. A infância é curta.
O relacionamento entre os povos é amistoso,
jamais perturbado pela ambição e pela
inveja.
Vamos encontrar na Revista Espírita de 1858,
um desses mundos, o planeta Júpiter, onde a
humanidade já alcançou um progresso
admirável.
Sabemos, porém, que esses mundos felizes não
são privilegiados, pois Deus não é
parcial com qualquer de seus filhos; a todos dá
os mesmos direitos, a nenhum dota melhor do que a
outros; apenas cumpre-nos conquistar pelo esforço
próprio e pelo trabalho, mais depressa, ou
permanecer inativos por séculos, em mundos
mais atrasados e em sofrimento.
No livro "Religião dos Espíritos",
Emmanuel coloca na página . Enquanto o Homem
se encaminha para a Lua, estudando-a de perto, comove-nos
pensar que a Doutrina Espírita se referia à
pluralidade dos mundos habitados há mais de
um século. Acresce notar, ainda, que os veneráveis
orientadores da Nova Revelação, guiando
o pensamento de Allan Kardec , fizeram-no escrever
a sábia declaração: "Deus
povoou de seres vivos todos os mundos, concorrendo
esses seres ao objetivo final da Providência".
Sabemos hoje que moramos na Via Láctea, Galáxia
comparável a imensa cidade nos domínios
universais. Esta cidade possui mais de duzentos milhões?
Transportando consigo planetas, asteróides,
cometas, meteoros, aluviões de poeira e toda
uma infinidade de turbilhões energéticos.
Os espelhos telescópicos do Homem já
conseguem assinalar a existência de milhões
de outras galáxias, mais ou menos semelhantes
à nossa, se reportarmos simplesmente ao campo
físico observável pelos Homens encarnados,
propensos, como é natural, ao raio reduzido
da percepção que lhes é própria,
sem nos referirmos às esferas espirituais mais
complexas que rodeiam cada planeta, quanto cada sistema.
Nesse critério, vamos facilmente encontrar,
em todos os círculos cósmicos, os seres
vivos da acepção de Kardec, embora os
equipamentos tecnológicos do Homem não
divisem a todos. Eles se desenvolvem através
de inimagináveis graus evolutivos, cabendo-nos
reconhecer que, em aludindo à pluralidade dos
mundos habitados, não se deverá olvidar
a gama infinita das vibrações e os estados
múltiplos da matéria.
Saudamos, pois, o advento da Nova Era, em que o Homem
físico, valendo-se principalmente do rádio
e do radar, do foguete e do cérebro eletrônico,
pode excursionar além da Lua, auscultando,
em regime de limitação compreensível,
as faixas da matéria em que psiquicamente se
entrosa.
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