| Não
vim destruir a Lei - Aliança da Ciência
e da Religião - cap. I
Vamos encontrar nos Evangelhos de Mateus, 17; 10-13;
Marcos, 18: 10-12, a passagem onde Jesus afirma: digo-vos,
porém, que Elias já veio e eles não
o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram.
Então compreenderam os discípulos que
de João Batista é que ele lhe falara.
A reencarnação fazia parte dos dogmas
judeus, sob o nome de ressurreição.
Somente os Saduceus, que pensavam que tudo acabava
com a morte, não acreditavam nela. As idéias
dos judeus sobre essa questão, como sobre muitas
outras, não estavam claramente definidas, porque
só tinham noções vagas e incompletas
sobre a alma e sua ligação com o corpo.
Eles acreditavam que um homem podia reviver, sem terem
uma idéia precisa da maneira porque isso de
daria, e designavam pela palavra ressurreição
o que o Espiritismo chamava, mais justamente, de reencarnação.
Com efeito, a ressurreição supõe
o retorno à vida do próprio cadáver,
o que a ciência demonstra ser materialmente
impossível, sobretudo quando os elementos desse
corpo já estão há muito dispersos
e consumidos. A reencarnação é
a volta da alma ou espírito à vida corpórea,
mas num outro corpo, novamente constituído
e que nada tem a ver com o artigo.
A idéia da reencarnação é
muito antiga, mas foi o Espiritismo quem criou, como
muitos afirmam. No antigo Egito, 3.000 anos a.C. as
tradições desse povo já afirmavam
"que antes de nascer a criança já
tinham vivido e que a morte não era o fim".
No Papyrus Anana de 1320 a.C. a reencarnação
era retratada com uma clareza surpreendente, chegando
a dizer que "o homem volta à vida várias
vezes, mas não consegue recordar-se das existências
prévias, exceto de vez enquanto, em um sonho
sou pensamento relacionado a alguns acontecimentos
duma vida anterior..."
Na Cabala, doutrina judaica esotérica sobre
Deus e o Universo, surgida 200 anos a.C., estuda a
teologia e filosofia dos hebreus. Na Cabala a criação
é um ato de amor e virá o tempo que
Deus receberá de novo a todos e a vida será
uma festa eterna, aceitam a reencarnação.
Annie Besant, teosofista inglesa, escreveu o livro
A Sabedoria Antiga e lá deparamos com a frase
muito importante: " Excluindo a reencarnação
do número de suas crenças, o mundo moderno
arrebatou a Deus a sua Justiça e ao homem a
sua esperança".
Psicoterapeutas atuais como Dra. Edith Fiori comprova
a reencarnação através de seus
pacientes e demonstra em seu livro Possessão
Espiritual. O mesmo faz a Dra. Helen Wambach no seu
livro Vida antes da Vida, que aconselhamos as pessoas
que se interessam por esse lado mais científico
e menos filosófico. Os espíritas, além
de aceitarem todas essas comprovações
e afirmações mais variadas de épocas
remotas de forma filosóficas e compreendendo
que Deus é Pai de amor, justiça e bondade,
vê na reencarnação o único
modo de evolução, aperfeiçoamento
para o espírito desde que é criado como
princípio espiritual.
Essa compreensão afasta a idéia de prêmio
ou castigo na lei de causa e efeito e sim no aspecto
de burilamento para sua perfeição. E
encerramos este pequeno trabalho com esta frase de
Herminio Miranda: Em cada encarnação
de purificação, pela correção
dos desvios de comportamento.
|