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Espiritismo
e Religião
Num discurso proferido na Sociedade Espírita
Parisiense - registrado na Revista Espírita,
1868 - Allan Kardec coloca o tema: “Espiritismo
é uma Religião?”
“É sim, senhores, sem dúvida
uma religião e disso nos honramos, pois é
a doutrina que funda os laços da fraternidade
e da comunhão de pensamentos, não em
uma simples convenção, mas sobre a mais
sólida das bases; as próprias Leis da
Natureza. Por que então declaramos que o Espiritismo
não é uma religião? Porque não
há uma palavra para exprimir duas idéias
diferentes, e que, na opinião geral, a palavra
religião é inseparável da de
culto; desperta exclusivamente uma idéia de
forma, que o Espiritismo não tem.
“Se o Espiritismo se dissesse uma religião
o público não veria aí senão
uma nova edição, uma variante, se quiser,
dos princípios absolutos em matéria
de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo
de hierarquias, de cerimônias e de privilégios;
não o separaria das idéias de misticismo
e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou
a opinião pública.”
Por fim, Kardec conclui: “Eis porque simplesmente
se diz: doutrina filosófica e moral.”
Para nós, espíritas, religião
significa ligação com Deus, respeitando
suas Leis que Jesus nos ensinou. É termos religiosidade.
Emmanuel, em uma de suas colocações
afirma “Na Doutrina Espírita, a Filosofia
reflexiona, a Ciência indaga, o Evangelho ilumina.
A Filosofia e a Ciência são os meios,
o Evangelho é o fim.”
Apesar de algumas opiniões contrárias,
o Espiritismo é o “Cristianismo Redivivo”.
O Cristo encarnou no Planeta em momento que julgou
oportuno para dar continuidade as Leis Mosaicas e
trazes a “Boa Nova”. Sua vinda foi amplamente
anunciada por Isaias, Miquéias e Jeremias;
Zacarias anunciava a “vinda de um rei, mas que
será humilde e pacífico”.
Jesus veio, pregou, exemplificou e afirmou “Eu
sou o Caminho, a Verdade e a Vida; Ninguém
vai ao Pai, senão por mim.”
Kardec indaga aos Espíritos, na questão
625, do O Livro dos Espíritos:
“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido
ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”,
a resposta: “Jesus.”
Devemos, portanto, seguir seu exemplo vivendo dentro
de um comportamento ético moral; procurando
“Amar o próximo como a nós mesmos”
e para isso é necessário abjurar todo
sentimento de ódio, compreender e perdoar,
esta é a maneira de vivermos uma religião
de amor, vivermos com religiosidade.
Texto de Ana Gaspar
Bibliografia - Livro dos Médiuns
- Editora Lake - Pode-se usar o Livro dos Médiuns
de qualquer outra editora.
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